O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, oficializou sua saída no final da manhã desta segunda-feira ao entregar carta de exoneração do cargo, em meio à repercussão política gerada após publicação do Blog do Popó que destacou sua permanência no governo mesmo diante do desgaste envolvendo o senador Jayme Campos e seu grupo político. A saída ocorre em um momento de rearranjo de forças dentro do União Brasil, sob influência do ex-governador Mauro Mendes e do atual comando do Executivo estadual, reforçando a leitura de que a pressão política e a exposição pública foram determinantes para o desfecho.
Após exposição do Blog do Popó, César Miranda entrega carta e deixa secretaria ainda nesta manhã
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, oficializou sua saída no final da manhã desta segunda-feira ao entregar carta de exoneração do cargo, em meio à repercussão política gerada após publicação do Blog do Popó que destacou sua permanência no governo mesmo diante do desgaste envolvendo o senador Jayme Campos e seu grupo político. A saída ocorre em um momento de rearranjo de forças dentro do União Brasil, sob influência do ex-governador Mauro Mendes e do atual comando do Executivo estadual, reforçando a leitura de que a pressão política e a exposição pública foram determinantes para o desfecho.
“BAJULADOR ”: EM VISITA A CUIABÁ, ARTHUR DO VAL DETONA ABÍLIO BRUNINI
Em passagem por Cuiabá para o lançamento da pré-candidatura de Rafael Villas (Partido Missão), o ex-deputado Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, desferiu duras críticas ao prefeito Abílio Brunini, expondo uma rachadura profunda na direita local. Arthur não poupou adjetivos negativos, classificando o atual gestor como um “bajulador de Bolsonaro” e rotulando sua administração como medíocre. Segundo o integrante do MBL, Abílio utiliza a imagem do ex-presidente como uma cortina de fumaça para esconder a ausência de uma agenda verdadeiramente liberal, focando mais em alianças de conveniência do que em resultados práticos para a capital mato-grossense.
O tom das críticas subiu ainda mais quando do Val questionou a coerência ideológica do prefeito, acusando-o de trair os princípios da direita ao promover o aumento de impostos e faltar com a verdade perante o eleitorado. Para Arthur, o perfil de Abílio representa uma “falsa direita” que prioriza o populismo e a manutenção do poder em detrimento da redução do Estado e da eficiência administrativa. O ataque direto em solo cuiabano sinaliza que o grupo ligado ao MBL pretende travar uma guerra narrativa contra o prefeito, tentando desidratar sua base conservadora ao denunciar o que chamam de uma gestão pautada pela mentira e pelo servilismo político.
César Miranda ignora humilhação de Jaime Campos e se agarra ao cargo no governo Pivetta mesmo diante de embates políticos no União Brasil
A permanência do secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, no governo estadual tem chamado atenção nos bastidores políticos diante do crescente tensionamento envolvendo o senador Jayme Campos e o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes. Historicamente ligado ao senador, de quem é aliado de longa data, Miranda mantém-se no cargo mesmo com sinais de enfraquecimento político do grupo dos Campos dentro do União Brasil, onde disputas internas vêm se intensificando no atual cenário pré-eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é de que a permanência do secretário revela uma escolha pragmática pela continuidade administrativa e pela influência na máquina pública, ainda que isso o coloque em posição desconfortável frente ao desgaste enfrentado por figuras como Jayme Campos. A decisão de permanecer no governo, mesmo diante de divergências políticas entre antigos aliados, expõe um movimento comum na política: a separação entre lealdade pessoal e apego ao cargo, especialmente em períodos de rearranjo de forças dentro de partidos e governos.
Com medo, Mauro Mendes tenta se vitimizar ao falar em ataques, mas terá que explicar seu governo, e cobrança é prestação de contas à sociedade nas eleições
A declaração do ex-governador Mauro Mendes, de que nunca “deu o primeiro tiro” em adversários, entra em choque com o ambiente político vivido nos últimos anos em Mato Grosso, marcado por confrontos, embates públicos e reações duras a críticas. Agora fora do comando do Estado e projetando uma candidatura ao Senado em 2026, Mendes passa a ocupar um novo lugar no debate público, onde a cobrança sobre sua gestão tende a se intensificar. Questionamentos sobre obras inacabadas, prioridades de investimento e decisões administrativas não configuram ataque pessoal, mas fazem parte do escrutínio natural exigido de quem busca novo mandato.
Nesse contexto, temas como a condução de grandes obras, a execução de projetos estruturantes e denúncias que circularam no ambiente político e institucional devem ganhar centralidade no debate eleitoral. No governo ele era valentão agora que veio para planície já demonstra medo de enfrentar as cobranças que terá de responder como candidato e tenta dar uma de ético e se vitimizar de atacado. A tentativa de enquadrar críticas como ataques pode não encontrar respaldo em um cenário marcado pela ampliação das redes sociais e maior autonomia da opinião pública. Para especialistas em democracia e transparência, o momento exige justamente o contrário, mais abertura, mais explicações e disposição para responder aos questionamentos. Em uma eleição majoritária, o julgamento do eleitor passa necessariamente pela prestação de contas do passado, e não apenas por discursos sobre o futuro.
Treta entre Nikolas e Eduardo levanta discussão nas redes sociais: quem está com a razão e quem representa a direita de fato no Brasil, Eduardo ou Nikolas?
O clima esquentou na ala bolsonarista neste fim de semana após um embate público entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A discussão teve início quando Eduardo compartilhou um vídeo do influenciador Kim Paim, que criticava Nikolas por ter repostado uma publicação do perfil “Space Liberdade”. O conteúdo em questão atribuía exclusivamente a Jair Bolsonaro a criação do Pix, ignorando que o projeto foi iniciado por técnicos do Banco Central ainda na gestão de Michel Temer. A divergência escalou rapidamente quando Nikolas respondeu com um simples “kkk”, o que Eduardo interpretou como um “risinho de deboche” e falta de respeito com sua família.
Em uma resposta extensa de quase 400 palavras, Eduardo Bolsonaro acusou Nikolas de estar “deslumbrado” e criticou a postura do parlamentar mineiro, afirmando que ele não é mais o “menino que conheceu e apoiou”. Além do atrito direto, o filho do ex-presidente cobrou Nikolas por um suposto apoio insuficiente à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e por se aproximar de críticos do clã, como o professor Silvio Grimaldo. O episódio expõe uma rachadura pública em um dos núcleos mais influentes da direita brasileira, terminando com um ultimato de Eduardo para que Nikolas se afaste de certas influências, sob o risco de comprometer sua relevância política.
Paulo Araújo troca 3 partidos em 2 dias fora da janela, sai do PP, passa pelo Agir, é expulso e termina no Republicanos sob risco jurídico
A certidão de filiação partidária da Justiça Eleitoral confirma uma movimentação política incomum do deputado estadual Paulo Araújo nos últimos dias. O parlamentar deixou o Progressistas (PP), filiou-se ao Agir em 3 de abril de 2026, foi desfiliado no dia seguinte e, ainda em 4 de abril, ingressou no Republicanos, onde consta atualmente com filiação regular. Em apenas dois dias, ele passou por três partidos diferentes, consolidando uma das mudanças mais rápidas já registradas no cenário político recente.
O histórico da certidão também evidencia uma trajetória marcada por múltiplas filiações ao longo dos anos, incluindo passagens por Cidadania, Partido Progressista (PP), Partido Social Democrático (PSD), retorno ao PP, além das recentes movimentações por Agir e Republicanos. O que diferencia o episódio atual não é apenas a quantidade de trocas, mas a velocidade com que elas ocorreram, concentradas em um intervalo extremamente curto.
O ponto crítico, no entanto, está no fato de que a janela partidária se encerrou em 3 de abril de 2026, e a mudança final do deputado ocorreu no dia 4 de abril, portanto fora do prazo legal. Esse cenário pode abrir espaço para ação por infidelidade partidária, com possibilidade de perda do mandato conforme entendimento consolidado do Tribunal Superior Eleitoral. O partido de origem pode acionar a Justiça para reivindicar a vaga, enquanto o Ministério Público Eleitoral também pode atuar, embora isso não seja automático. Em caso de disputa judicial e eventual perda do mandato, a vaga pode ser destinada ao suplente, especialmente se houver conflito interno relevante.


PSD se isola como a maior força do país fora da polarização PL-PT
Com o fechamento da janela partidária, o PSD se consolida como a principal potência política do Brasil para além da polarização entre PL e PT. Enquanto as siglas de Jair Bolsonaro e Lula lideram as extremidades com 100 e 67 cadeiras respectivamente, o partido de Gilberto Kassab saltou para 54 assentos, ocupando o posto de terceira maior bancada e desbancando tradicionais gigantes. O movimento sinaliza uma hegemonia do PSD no centro, distanciando-se de partidos como o MDB e o PP no volume de parlamentares.
O novo mapa partidário também revela o fôlego renovado de outras legendas em meio às trocas de última hora. O Podemos registrou uma ascensão consistente ao atingir 21 cadeiras, garantindo uma musculatura relevante para as próximas votações. No mesmo ritmo de recuperação, o PSDB conseguiu estancar a trajetória de queda e apresentou uma “ressuscitada” estratégica, fechando o período com 18 representantes e retomando relevância no cenário nacional.
Sob o nariz de Maurinho: “Comitê da maldade” usa IA para replicar discurso de Pivetta e atacar senador
O alerta de Maurinho Carvalho sobre a chegada do “comitê da maldade” ganhou contornos de ironia fina e um endereço de entrega bastante suspeito. Atual secretário da Casa Civil de Otaviano Pivetta — e ocupante do mesmo cargo na gestão Mauro Mendes —, o sócio da “família real” do Paiaguás agora assiste, de dentro do gabinete, a um vídeo produzido por Inteligência Artificial atacar frontalmente o senador Wellington Fagundes. A peça traz de volta a acusação de cobrança de 30% de propina, uma narrativa que, por “coincidência”, rima perfeitamente com os recentes ataques desferidos pelo próprio Pivetta contra o senador.
Se Maurinho pediu orações para que a eleição termine em paz, o “amém” parece ter ficado preso na garganta diante de tamanha hipocrisia. Ao ocupar o coração estratégico do governo, o secretário tem o dever moral de exigir uma investigação rigorosa sobre a origem desse vídeo de IA; do contrário, seu silêncio será interpretado como assinatura embaixo da baixaria. Afinal, quando o roteiro de um ataque apócrifo copia fielmente o discurso do chefe atual, a pergunta que fica no ar de Cuiabá não é mais “quem será o próximo alvo”, mas sim por que o paladino da ética não move um dedo para mandar investigar o comitê que opera, aparentemente, pode estar debaixo do seu próprio nariz.
Mauro Mendes tenta tirar Sebastião Rezende da União Progressista, aliado histórico do governo, para abrigar desabrigados do PRD
O deputado estadual Sebastião Rezende foi convidado a se retirar da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), em um movimento que provocou forte repercussão nos bastidores da política de Mato Grosso.
O convite teria partido do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado Federal. A justificativa apresentada seria a necessidade de abrir espaço na federação para parlamentares que deixaram recentemente o Partido Renovação Democrática (PRD), que estariam politicamente desamparados após deixarem a sigla.
A movimentação foi interpretada por aliados do deputado como um gesto de ingratidão política. Segundo interlocutores próximos a Rezende, o parlamentar teria sido utilizado politicamente nas últimas eleições, quando havia a expectativa de que ele obtivesse entre 15 mil e 18 mil votos apenas para compor chapa e fortalecer o grupo político. O resultado nas urnas, no entanto, demonstrou uma força eleitoral maior do que a prevista.
Nos bastidores, aliados classificam a atitude como um ato covarde, lembrando que, no primeiro ano do primeiro mandato de Mauro Mendes, o deputado Sebastião Rezende esteve entre os parlamentares que deram sustentação política ao Executivo estadual.
Naquele momento, quando o governo buscava aprovar medidas consideradas essenciais para reorganizar as contas públicas e recolocar o Estado no caminho do crescimento, Rezende esteve ao lado do governador votando projetos importantes e defendendo matérias estratégicas para Mato Grosso.
Durante os dois mandatos de Mauro Mendes à frente do governo estadual, o deputado Sebastião Rezende manteve postura de apoio ao Executivo, acompanhando a base governista em votações estratégicas e participando das articulações que garantiram governabilidade ao Estado.
Mesmo diante da pressão para deixar a federação, Rezende decidiu permanecer na sigla. Nos bastidores, a permanência do parlamentar teria sido garantida após uma articulação política liderada pelo vice-governador Otaviano Pivetta.
De acordo com fontes políticas, Pivetta atuou diretamente para barrar a saída do deputado, avaliando que a federação não poderia perder a base eleitoral representada por Rezende, especialmente entre os fiéis da Assembleia de Deus. A denominação evangélica reúne mais de 300 mil membros em Mato Grosso, o que representa cerca de 10% do eleitorado evangélico com influência direta nas urnas.
Além do respaldo de Otaviano Pivetta, o deputado também conta com apoio de lideranças influentes dentro do União Brasil, como os senadores Jayme Campos e Júlio Campos, que também defenderam sua permanência na legenda.
Com o impasse político exposto, Sebastião Rezende segue no União Brasil e permanece como uma das lideranças com forte influência junto ao segmento evangélico no estado, fator que pode ter peso decisivo nas articulações políticas para as próximas eleições em Mato Grosso.








