A tensão no núcleo da direita brasileira escalou para um novo patamar com a entrada de Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) na briga entre seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Poucos minutos após Eduardo publicar um longo desabafo, o “04” disparou uma indireta ácida no X (antigo Twitter), citando uma frase do filósofo Olavo de Carvalho: “Não custa lembrar: Sorriso de deboche é argumento de puta”. A postagem foi lida imediatamente como um ataque a Nikolas, que havia respondido com um “kkk” a críticas anteriores de Eduardo sobre a divulgação de conteúdos de perfis considerados “traidores” da família.
O conflito, que mistura política e ressentimento pessoal, teve origem em uma discussão sobre a autoria do Pix. Nikolas compartilhou um vídeo atacando o presidente Lula e defendendo que Jair Bolsonaro “concretizou” a ferramenta, mas o ponto de discórdia foi o uso de fontes que Eduardo considera hostis ao clã. Em sua resposta, Eduardo foi enfático ao dizer que os “holofotes e a fama” fizeram mal ao deputado mineiro, acusando-o de trabalhar o algoritmo de suas redes sociais para dar visibilidade a quem “deseja a morte” do ex-presidente. Eduardo relembrou ainda o tempo em que Nikolas era apenas um “assessor desconhecido” apoiado pela família, classificando a atitude atual como uma ingratidão profunda.
A ofensiva coordenada dos irmãos Bolsonaro coloca Nikolas Ferreira em uma posição delicada perante a base militante. Enquanto Eduardo foca na acusação de que o deputado estaria sabotando a futura candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência ao flertar com perfis dissidentes, Jair Renan reforça o ataque moral ao comportamento de Nikolas. O racha expõe uma divisão clara: de um lado, a exigência de lealdade cega à linhagem familiar; de outro, um parlamentar que tenta manter sua autonomia digital, mesmo que sob o preço de ser acusado de traição pelo círculo íntimo do seu mentor político.
TCE expõe fracasso social de Mauro Mendes e aponta abandono da habitação popular no estado
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, fez um diagnóstico contundente sobre a condução das políticas públicas no estado ao defender uma atuação mais social por parte do governo. Em sua avaliação, a gestão de Mauro Mendes falhou ao priorizar obras de infraestrutura em detrimento de áreas essenciais, como a habitação popular, evidenciando um desequilíbrio na aplicação dos recursos públicos.
Mesmo reconhecendo avanços em setores como transporte e logística, Sérgio Ricardo destacou que o baixo investimento em políticas habitacionais, inclusive com recursos do Fethab, contribuiu diretamente para o agravamento do déficit habitacional em Mato Grosso. A crítica atinge o coração do modelo de gestão adotado nos últimos anos, marcado por grandes obras, mas com baixa efetividade social para a população mais vulnerável.
A posição do presidente do TCE reforça um alerta técnico e institucional: o crescimento econômico sem inclusão social aprofunda desigualdades e compromete o desenvolvimento sustentável. Ao cobrar mais atenção à moradia popular, Sérgio Ricardo se coloca como uma das principais vozes críticas ao legado social do governo Mauro Mendes, apontando que a ausência de prioridade no setor habitacional representa um dos maiores fracassos da atual gestão.
Quando o projeto comum acaba, Flávia Moretti e Tião da Zaeli expõem o ciclo de amor e ódio que marca o poder em Várzea Grande
O rompimento entre a prefeita Flávia Moretti e o então vice-prefeito Tião da Zaeli escancarou mais um capítulo da instabilidade política que marca Várzea Grande há décadas. Eleitos juntos em uma vitória expressiva, que simbolizava a rejeição a um grupo político considerado tradicional e desgastado, os dois protagonizam agora uma ruptura profunda, que culminou na renúncia de Zaeli ao cargo. O episódio chama atenção não apenas pela intensidade do conflito, mas pela velocidade com que a relação política se deteriorou, saindo de uma aliança vitoriosa para um cenário de hostilidade aberta em menos de um ano.
Nos bastidores, a explicação mais recorrente para esse tipo de rompimento passa por disputas de poder, divergências administrativas e quebra de acordos políticos firmados ainda durante a campanha. Em Várzea Grande, esse padrão parece se repetir: vices que entram com capital político próprio, expectativa de protagonismo e participação efetiva na gestão acabam colidindo com prefeitos que centralizam decisões e restringem espaços. O histórico de Tião da Zaeli reforça esse diagnóstico, já que não é a primeira vez que ele abandona um mandato de vice-prefeito, repetindo um comportamento que evidencia não apenas conflitos pessoais, mas também falhas estruturais no modelo de governança local.
O caso atual vai além de uma simples divergência política e revela um problema mais profundo: a fragilidade das alianças eleitorais construídas mais por conveniência do que por projeto comum de gestão. A ruptura entre Moretti e Zaeli simboliza o choque entre expectativas individuais e a realidade do exercício do poder, onde vaidades, interesses e disputas internas frequentemente se sobrepõem ao compromisso público. Em Várzea Grande, mais uma vez, a promessa de renovação dá lugar a um cenário conhecido, de instabilidade, desentendimento e perda de governabilidade logo após a vitória nas urnas.
Treta entre Nikolas e Eduardo levanta discussão nas redes sociais: quem está com a razão e quem representa a direita de fato no Brasil, Eduardo ou Nikolas?
O clima esquentou na ala bolsonarista neste fim de semana após um embate público entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A discussão teve início quando Eduardo compartilhou um vídeo do influenciador Kim Paim, que criticava Nikolas por ter repostado uma publicação do perfil “Space Liberdade”. O conteúdo em questão atribuía exclusivamente a Jair Bolsonaro a criação do Pix, ignorando que o projeto foi iniciado por técnicos do Banco Central ainda na gestão de Michel Temer. A divergência escalou rapidamente quando Nikolas respondeu com um simples “kkk”, o que Eduardo interpretou como um “risinho de deboche” e falta de respeito com sua família.
Em uma resposta extensa de quase 400 palavras, Eduardo Bolsonaro acusou Nikolas de estar “deslumbrado” e criticou a postura do parlamentar mineiro, afirmando que ele não é mais o “menino que conheceu e apoiou”. Além do atrito direto, o filho do ex-presidente cobrou Nikolas por um suposto apoio insuficiente à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e por se aproximar de críticos do clã, como o professor Silvio Grimaldo. O episódio expõe uma rachadura pública em um dos núcleos mais influentes da direita brasileira, terminando com um ultimato de Eduardo para que Nikolas se afaste de certas influências, sob o risco de comprometer sua relevância política.
PSD se isola como a maior força do país fora do eixo PL-PT
Com o fechamento da janela partidária, o PSD se consolida como a principal potência política do Brasil para além da polarização entre PL e PT. Enquanto as siglas de Jair Bolsonaro e Lula lideram as extremidades com 100 e 67 cadeiras respectivamente, o partido de Gilberto Kassab saltou para 54 assentos, ocupando o posto de terceira maior bancada e desbancando tradicionais gigantes. O movimento sinaliza uma hegemonia do PSD no centro, distanciando-se de partidos como o MDB e o PP no volume de parlamentares.
O novo mapa partidário também revela o fôlego renovado de outras legendas em meio às trocas de última hora. O Podemos registrou uma ascensão consistente ao atingir 21 cadeiras, garantindo uma musculatura relevante para as próximas votações. No mesmo ritmo de recuperação, o PSDB conseguiu estancar a trajetória de queda e apresentou uma “ressuscitada” estratégica, fechando o período com 18 representantes e retomando relevância no cenário nacional.
FEIJOSAMBA SINPAIG
Sindicato faz festa para comemorar fim do governo Mauro Mendes
O Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso (SINPAIG-MT) decidiu comemorar o fim do governo Mauro Mendes (União) com uma feijoada que ocorre no dia 18 de abril, na chácara do Sinttcontas em Cuiabá.
O evento promete unir a combinação perfeita do trabalhador: feijoada, samba e chope, além de espaço kids com monitores e atrações musicais como Raízes do Samba, Puro Samba & Pagode e Turma do Bill.
A celebração, no entanto, vai além da descontração. Para a diretoria do sindicato, a data marca o alívio pelo encerramento de um ciclo de sete anos marcado por ataques sistemáticos aos direitos dos servidores públicos estaduais.
“Foram sete anos de muita luta. O governo Mauro Mendes foi um governo de perseguição aos servidores. Ele tentou nos calar, nos desmobilizar e destruiu as finanças de milhares de famílias”, afirmou Antônio Wagner ao mencionar o chamado “Escândalo dos Consignados”, que mantém milhares de servidores superendividados por conta do credenciamento, pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), de instituições financeiras acusadas de praticar fraudes.
Wagner listou uma série de medidas que, segundo ele, comprovam o descaso da gestão anterior. “O RGA de 18%, que era um direito nosso, não foi pago. Isso significou uma perda salarial brutal”, afirmou o dirigente.
Serviço – FeijoSamba SINPAIG
Com a promessa de ser um marco de renovação e confraternização, a festa é exclusiva para sindicalizados. Os primeiros 300 servidores que retirarem os ingressos têm direito a um convite extra sem custo. As senhas podem ser retiradas entre os dias 2 e 15 de abril, das 8h às 17h, na sede do SINPAIG-MT, localizada na Rua Emanuel João Maciel Júnior, 10 – Morada do Ouro, Cuiabá.
Servidores que se sindicalizarem até o dia 15 de abril também terão direito ao ingresso.
“Vamos celebrar o fim desse ciclo e preparar a nova fase, com mais respeito e valorização dos servidores públicos de Mato Grosso”, finalizou Antônio Wagner.
Mauro Mendes entra na disputa ao Senado e União Brasil vive cenário de indefinição e disputas internas em Mato Grosso
O ex-governador Mauro Mendes oficializou sua entrada na disputa por uma vaga no Senado Federal após deixar o comando do Estado, posicionando-se como um dos principais nomes da eleição em Mato Grosso. No entanto, o cenário dentro do União Brasil é marcado por instabilidade e indefinições na montagem das chapas proporcionais. Nos bastidores, divergências recentes envolvendo lideranças como Dilmar Dal Bosco, Júlio Campos e Eduardo Botelho evidenciam o momento de tensão interna, com disputas por espaço e alinhamento político.
Além disso, a possível saída de Botelho para o MDB e a perda de nomes para o Podemos, ligado a Max Russi, ampliam o clima de incerteza. O partido também enfrenta um impasse envolvendo a pré-candidatura de Jayme Campos ao governo, que não encontra consenso dentro do grupo político ligado a Mauro Mendes, que, por sua vez, deve apoiar Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos. Com o prazo final para definições se aproximando, o União Brasil apresenta, neste momento, um cenário fragmentado, refletindo a movimentação intensa e as negociações típicas do período pré-eleitoral.
Antônio Galvan deixa o DC, se filia ao Avante e mantém candidatura ao Senado após impasse partidário
O produtor rural Antônio Galvan, que obteve cerca de 300 mil votos na última eleição, mantém seu projeto de disputar o Senado em 2026, mas precisou mudar de partido no meio do caminho. Galvan vinha presidindo o Democracia Cristã ao lado da advogada Paula Galvan, porém enfrentou resistência interna da sigla em relação à sua candidatura ao Senado, o que levou à sua saída. Após receber convites de diferentes partidos, acabou se filiando ao Avante, onde tenta viabilizar sua nova candidatura.
Apesar da definição do nome ao Senado, ainda há incertezas quanto à estruturação completa do Avante para a disputa proporcional, especialmente na montagem das chapas de deputado federal e estadual, que até o momento não foram plenamente divulgadas. Com o prazo final para definições partidárias se encerrando no dia 4, a expectativa é de que, ao longo da semana, o cenário seja consolidado. A tendência é que, nos próximos dias, haja um mapeamento mais detalhado das composições partidárias, permitindo uma análise mais precisa das forças políticas que entrarão na disputa eleitoral deste ano.
Com gestão classificada como fiasco absoluto, Danielle Carmona deixa a Saúde sob denúncias de privilégios
A ex-secretária de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, encerra sua passagem pela pasta sob forte polêmica após denúncias de que teria se “auto-beneficiado” com a concessão de 60 dias de férias e a garantia do bônus “Prêmio Saúde”. Enquanto servidores da linha de frente relatam recorrentes negativas em seus pedidos de descanso sob a justificativa de falta de pessoal, a movimentação da ex-gestora é vista como um privilégio que acentua a revolta da categoria, consolidando uma saída marcada por críticas à sua competência técnica e política.
Em contrapartida, a Prefeitura de Cuiabá nega qualquer irregularidade, afirmando que Carmona é servidora de carreira e que os benefícios estão dentro da legalidade administrativa. No entanto, para críticos e opositores, o legado da secretária é um “fiasco absoluto”, resultado de uma gestão perdida em embates políticos e ineficiência operacional. Para a população cuiabana, o sentimento é de que a saída ocorre de forma melancólica, deixando o sistema de saúde municipal mergulhado em uma crise profunda.
Áudio atribuído à prefeita Flávia Moretti indica que Comissão Processante gerou prejuízo financeiro pessoal e político no caso dos uniformes escolares
Ouça o áudio abaixo. Um áudio que circula em grupos de WhatsApp em Cuiabá e Várzea Grande, atribuído à prefeita Flávia Moretti, traz declarações relacionadas à polêmica envolvendo a aquisição de uniformes e kits escolares no município. Na gravação, a prefeita afirma que o episódio não gerou apenas desgaste político, mas também prejuízo financeiro, ao mencionar que “custou dinheiro” e que o impacto econômico teria sido significativo, associando esse cenário à atuação da Comissão Processante aberta pela Câmara Municipal.
O caso ocorre em meio à atuação da Comissão Processante, presidida pelo vereador Cleyton Nassarden Guerra, o Sardinha (MDB), com relatoria do vereador Carlinhos Figueiredo (Republicanos) e participação do enfermeiro Emerson como membro. O colegiado recomendou que a prefeita determine a exclusão, do Manual de Identidade Visual de Várzea Grande, de qualquer menção a slogan considerado irregular, com o objetivo de evitar questionamentos jurídicos. Nos bastidores políticos, há relatos de que a prefeita estaria sendo alvo de “fogo amigo”, com a circulação de áudios de conversas privadas, sem confirmação oficial sobre os interlocutores, que vêm sendo compartilhados em redes sociais e grupos de WhatsApp. Também chama atenção o contexto na área da educação, com a nomeação da nova secretária Maria Fernanda, irmã do vereador Carlinhos Figueiredo (Republicanos), relator da comissão, e de Dito Loro, ex-secretário de Governo na gestão Kalil Baracat (MDB). Segundo informações de bastidores, a nomeação teria contado com articulação do atual secretário de Governo, Silvio Fidelis. Maria Fernanda possui atuação vinculada ao Instituto Lírios, entidade que recebe apoio por meio de emendas parlamentares.








