O diretório estadual do União Brasil transformou-se em um verdadeiro campo de batalha nesta tarde de quarta-feira. Segundo fontes que informaram a este blog, o cenário foi marcado por cenas de soco na mesa, gritos ao telefone e um rastro de indignação. O governador Mauro Mendes subiu o tom para consolidar o controle total da sigla, articulando uma “limpeza” interna que visa isolar figuras históricas. O senador Jayme Campos, visivelmente emocionado ao se sentir preterido, e o deputado Eduardo Botelho, que deixou o local em silêncio e sob forte irritação, são os alvos principais de uma manobra que tenta barrar candidaturas tradicionais e forçar a saída de nomes como Júlio Campos e Sebastião Rezende.
De acordo com as informações apuradas, a estratégia de Mendes é clara e agressiva: ele quer uma chapa fechada com Otaviano Piveta no Senado e uma aliança extrapartidária com José Medeiros (PL), sem espaço para as pretensões majoritárias de Jayme ou para a autonomia de Botelho. Ao condicionar a permanência de Jayme Campos apenas à reeleição ao Senado, vetando qualquer movimento ao Governo, Mauro Mendes estica a corda ao máximo, gerando um clima de ódio e divisão que ameaça implodir o partido a poucos dias do fechamento das chapas. O recado foi dado com ranger de dentes: quem não se alinhar ao projeto pessoal do governador está fora do jogo.
MPMT gerenciará R$ 3,2 milhões e arquivará 9 ações em acordo de saneamento com a Águas de Sorriso
O novo Termo de Transação e de Ajustamento de Gestão foi assinado no dia 17 de dezembro de 2024, entre o Ministério Público de Mato Grosso, o Município de Sorriso e a concessionária Águas de Sorriso para reestruturar os serviços de água e esgoto na região. O acordo visa encerrar diversos litígios judiciais e estabelece metas ambiciosas, incluindo a universalização do esgotamento sanitário até o final de 2028 na sede e em distritos como Boa Esperança, Caravágio e Primavera. Como parte do equilíbrio econômico-financeiro dessa nova fase, o contrato de concessão foi ampliado em 19 anos, garantindo vigência até 14 de junho de 2049. O assunto voltou a circular nas redes sociais após denúncias do ex-Procurador-Geral de Justiça, José Antônio Borges, questionando o recebimento de valores pelo MPMT vindos de empresas que a instituição deveria investigar.
Um ponto central do documento, detalhado na cláusula de disposições finais, é a extinção definitiva de diversas frentes jurídicas e administrativas contra a concessionária e o município. Com a homologação judicial, o acordo prevê o arquivamento e a extinção de:
- 7 Ações Civis Públicas específicas que tramitavam no Judiciário;
- 1 Execução de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta);
- 1 Ação de Obrigação de Fazer;
- Além do encerramento de um Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado em 2014, de um Procedimento Investigatório Extrajudicial ativo no SIMP e de quaisquer outras investigações relacionadas ao contrato de concessão.
Entre as principais novidades para a população está a implementação da “Tarifa Social”, que concede 50% de desconto no valor da tarifa mínima de água para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico ou beneficiárias do BPC. Além disso, o documento oficializa a redução da paridade da tarifa de esgoto, que passará de 90% para 80% do valor da tarifa de água. A concessionária também terá prazos rígidos para melhorias operacionais, como a garantia de pressão mínima na rede e a desativação de estações de tratamento antigas para concentrar as operações na ETE Teles Pires, visando a preservação do Rio Lira.
O pacto assinado em dezembro de 2024 prevê ainda um investimento de R$ 5,2 milhões em projetos sociais e ambientais. Desse total, R$ 3,2 milhões serão gerenciados sob indicação do Ministério Público, através da 3ª Promotoria Cível de Sorriso, e destinados ao BAPRE (Banco de Projetos Comunitários). O BAPRE funciona como um sistema de cadastramento de entidades e ações sociais que buscam financiamento por meio de recursos provenientes de termos de ajustamento de conduta e acordos judiciais. Complementarmente, a concessionária investirá em projetos como o “Barco Escola” e o “Águas do Lira”, além de promover ações de conscientização sobre ligações irregulares de esgoto e preservação de nascentes.
Disputa por comando da Segurança expõe racha entre grupo de Mauro Mendes e núcleo de Pivetta em Mato Grosso
A sucessão no comando da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso abriu uma disputa interna que evidencia o choque entre o grupo político do ex-governador Mauro Mendes e o núcleo que hoje orbita o governador Otaviano Pivetta. Nos bastidores, segundo fontes da política e da própria segurança pública ouvidas pelo Blog do Popó, o ex-secretário Roveri atua para emplacar seu ex-adjunto, o delegado Massao Ohara, nome reconhecido tecnicamente, mas visto como diretamente vinculado à antiga gestão.
A resistência, porém, vem do novo centro de poder instalado no Palácio Paiaguás, que defende um secretário com vínculo direto com o atual governador e autonomia em relação ao grupo anterior. A indicação, que era esperada para ser anunciada imediatamente após a transição de governo, acabou sendo adiada diante do impasse. O clima, segundo relatos, é de forte pressão e articulação nos bastidores, com a Segurança Pública se tornando o primeiro grande teste de força política da nova gestão.
Otaviano Pivetta assume Governo de Mato Grosso após renúncia de Mauro Mendes
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tomou posse como governador de Mato Grosso nesta terça-feira (31), em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa (ALMT). A mudança ocorre devido à renúncia de Mauro Mendes, que deixou o cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral e oficializar sua pré-candidatura ao Senado. Durante o ato solene, Pivetta prestou o juramento constitucional e reafirmou seu compromisso em dar continuidade aos projetos estruturantes que marcaram a gestão nos últimos anos.
Em seu primeiro discurso como chefe do Executivo, o novo governador destacou que a prioridade de sua administração será a manutenção da austeridade fiscal e o fortalecimento das parcerias com os 142 municípios mato-grossenses. Pivetta enfatizou que o foco imediato será a conclusão de obras de infraestrutura logística e a entrega de unidades de saúde regionais que já estão em fase avançada. Mauro Mendes, ao transmitir o cargo, elogiou a lealdade de seu sucessor e afirmou que deixa o Palácio Paiaguás com a confiança de que o Estado seguirá em ritmo acelerado de desenvolvimento.
Seis pré-candidatos disputam, mas apenas duas vagas ao Senado serão preenchidas por Mato Grosso em 2026
O cenário eleitoral para o Senado em Mato Grosso começa a se desenhar com pelo menos seis pré-candidatos competitivos na disputa pelas duas únicas vagas em jogo, o que projeta uma corrida acirrada e altamente seletiva. Entre os principais nomes estão o ex-governador Mauro Mendes, o senador Carlos Fávaro, o deputado federal José Medeiros, a deputada estadual Janaína Riva, o produtor rural Antônio Galvan e o ex-governador Pedro Taques. Apesar da quantidade de postulantes, apenas dois conquistarão mandato, o que eleva o nível de competitividade e exige estruturas partidárias sólidas.
Nos bastidores, alguns grupos já demonstram maior organização, como o PSD, liderado por Fávaro, que conseguiu montar chapa completa sem conflitos internos, incluindo candidaturas ao governo, Senado e proporcionais. Já o PL também estruturou um bloco robusto, com Medeiros ao Senado e Wellington Fagundes ao governo, ambos alinhados ao senador Flávio Bolsonaro, apesar de divergências internas pontuais.
Por outro lado, há candidaturas que enfrentam entraves na base partidária. A deputada Janaína Riva encontra dificuldades na montagem da chapa federal do MDB e limitações em possíveis alianças majoritárias. O produtor Antônio Galvan, após deixar o Democracia Cristã por falta de apoio à sua candidatura, migrou para o Avante, que ainda apresenta incertezas na composição de suas chapas proporcionais. Já o União Brasil, partido de Mauro Mendes, vive um momento de instabilidade interna, com disputas entre lideranças, possível saída de quadros e indefinições nas chapas de deputado federal e estadual.
No caso do PSB, a situação é ainda mais delicada. O ex-governador Pedro Taques surge como candidato ao Senado, mas a legenda não conseguiu, até o momento, estruturar chapas competitivas para deputado federal e estadual, o que pode limitar sua capilaridade eleitoral. Diante desse quadro, a eleição tende a ser definida não apenas pelo peso individual dos candidatos, mas principalmente pela capacidade de articulação partidária, formação de alianças e presença regional, fatores que serão decisivos para determinar quais dois nomes representarão Mato Grosso no Senado Federal a partir de 2027.




