O diretório estadual do União Brasil transformou-se em um verdadeiro campo de batalha nesta tarde de quarta-feira. Segundo fontes que informaram a este blog, o cenário foi marcado por cenas de soco na mesa, gritos ao telefone e um rastro de indignação. O governador Mauro Mendes subiu o tom para consolidar o controle total da sigla, articulando uma “limpeza” interna que visa isolar figuras históricas. O senador Jayme Campos, visivelmente emocionado ao se sentir preterido, e o deputado Eduardo Botelho, que deixou o local em silêncio e sob forte irritação, são os alvos principais de uma manobra que tenta barrar candidaturas tradicionais e forçar a saída de nomes como Júlio Campos e Sebastião Rezende.
De acordo com as informações apuradas, a estratégia de Mendes é clara e agressiva: ele quer uma chapa fechada com Otaviano Piveta no Senado e uma aliança extrapartidária com José Medeiros (PL), sem espaço para as pretensões majoritárias de Jayme ou para a autonomia de Botelho. Ao condicionar a permanência de Jayme Campos apenas à reeleição ao Senado, vetando qualquer movimento ao Governo, Mauro Mendes estica a corda ao máximo, gerando um clima de ódio e divisão que ameaça implodir o partido a poucos dias do fechamento das chapas. O recado foi dado com ranger de dentes: quem não se alinhar ao projeto pessoal do governador está fora do jogo.


