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DEBATE SAMU

Dejamir cobra retorno do SAMU à saúde pública e alerta para impacto do “desmonte do SUS”

O deputado estadual Enfermeiro Dejamir (PSDB) defendeu, nesta terça-feira (28), o retorno do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) à gestão da saúde pública em Mato Grosso. A manifestação ocorreu durante reunião extraordinária da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.

No encontro, o deputado criticou o que classificou como desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O desmonte do SUS causa dor, sofrimento e morte. Precisamos agir”, afirmou.

A reunião contou com a presença do diretor do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, e teve como foco a situação do SAMU no estado. Entre os principais pontos debatidos estão a demissão de 56 profissionais na Baixada Cuiabana e o risco de desativação de unidades, o que pode afetar o atendimento em Cuiabá, Várzea Grande e municípios da região.

Dejamir, que também é conselheiro estadual de saúde, relatou problemas identificados em visitas técnicas. Segundo ele, há um ambiente de trabalho considerado hostil, com relatos de pressão sobre servidores.

“Os profissionais se sentem oprimidos e, em alguns casos, evitam se manifestar”, disse.

O deputado também mencionou episódios que, segundo ele, indicam clima de retaliação. De acordo com o parlamentar, uma profissional teria sido chamada de mentirosa ao questionar procedimentos internos.
Ele ainda criticou a condução do modelo adotado para o serviço, destacando que conselhos de saúde já se posicionaram contra.

“São instituições que orientam as políticas públicas e não estão sendo ouvidas”, afirmou.

Para Dejamir, há indícios de precarização do serviço.

“A lógica parece ser precarizar para terceirizar. Isso não pode ser aceito. Os profissionais são da saúde e devem estar na estrutura da saúde pública”, declarou.

Ele também afirmou que a solução passa por decisão política.

“É uma questão de gestão, não dos trabalhadores”, pontuou.

Risco no atendimento

A saída dos 56 profissionais, entre condutores, enfermeiros e técnicos de enfermagem, sem reposição imediata preocupa entidades sindicais. Há risco de fechamento de até 40% das bases na Baixada Cuiabana, o que pode ampliar o tempo de resposta em ocorrências.

A possível redução das equipes pode impactar diretamente o atendimento à população, especialmente em uma região já sobrecarregada.

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