O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), oficializou a nomeação do professor Dimorvan Alencar Brescancim como o novo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). Com uma trajetória de 32 anos na gestão pública, Dimorvan assume a pasta após atuar como secretário-adjunto de Educação Profissional e Superior. A escolha reforça a composição técnica e política do governo, trazendo para o primeiro escalão um nome com experiência consolidada na administração municipal, tendo sido anteriormente prefeito de Campo Verde.
A nomeação de Dimorvan chama a atenção pelo seu histórico partidário recente, uma vez que ele foi candidato a deputado estadual nas eleições de 2022 pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro). Mestre em Agricultura Tropical e professor de carreira do IFMT, o novo secretário agora terá o desafio de liderar as políticas de inovação e desenvolvimento tecnológico do estado. Sua posse está prevista para ocorrer na próxima segunda-feira, marcando o início de uma nova etapa na gestão da Seciteci sob a influência de um quadro vindo das fileiras socialistas.
Gestão Abílio impõe barreira ao crescimento da região Sul e privilegia áreas nobres e trava o Pedra 90
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, enfrenta uma enxurrada de críticas após a apresentação das novas diretrizes do Plano Diretor, que impõem barreiras severas ao crescimento da região Sul da capital. A proposta, vista por especialistas e lideranças comunitárias como tecnicamente frágil, proíbe novas construções habitacionais em áreas estratégicas como o bairro Pedra 90 e o Distrito Industrial. A medida é interpretada como um ato de exclusão deliberada, que ignora as necessidades de expansão urbana de uma das zonas mais populosas da cidade, asfixiando o potencial econômico e social da periferia sob o pretexto de um ordenamento que não dialoga com a realidade local.
A decisão de paralisar investimentos habitacionais no extremo Sul aprofunda o abismo social em Cuiabá, evidenciando uma gestão que prioriza o adensamento de regiões nobres em detrimento das áreas mais vulneráveis. Ao “congelar” o Pedra 90, Abílio não apenas demonstra despreparo técnico na condução da política urbana, mas também sinaliza uma possível perseguição política a redutos históricos de luta popular. Enquanto o centro e o norte recebem incentivos, o Sul é deixado para trás, condenado à estagnação por um Plano Diretor que, em vez de integrar a cidade, opta por segregar e punir quem mais depende do poder público para prosperar.
Educação sob Ataque: Abílio Brunini corta R$ 4 milhões das Escolas para custear Administração
Em uma manobra que sacrifica o repasse direto às unidades de ensino, o prefeito Abilio Brunini autorizou o remanejamento de R$ 4.000.000,00 do Fundo Único Municipal de Educação. Através do Decreto nº 11.916, a gestão municipal retira recursos fundamentais que seriam destinados às escolas, priorizando o custeio de serviços de apoio administrativo em detrimento do investimento direto na ponta do sistema educacional.
O impacto dessa decisão atinge em cheio a base da educação cuiabana: foram anulados R$ 3 milhões que seriam repassados às unidades de ensino fundamental e R$ 1 milhão das unidades de educação infantil. Enquanto as escolas perdem autonomia financeira e recursos para manutenção básica, a prefeitura justifica a medida para inflar o orçamento da manutenção de serviços administrativos gerais da rede municipal.
Em novo livro, Emanuelzinho diagnostica o “atraso brasileiro” e o mito do Estado mínimo
O deputado aproveitou a entrevista para detalhar as teses de sua obra Desconstruindo o Atraso Brasileiro. Ele defende que o Brasil está preso na “armadilha da pobreza” por acreditar em mitos como o do Estado mínimo e do livre mercado absoluto, enquanto países ricos se desenvolveram justamente com o Estado agindo como indutor da economia.
Emanuelzinho utilizou o exemplo do iPhone para mostrar que grandes inovações tecnológicas nascem de pesquisa financiada com dinheiro público. Ele propõe que o Brasil deixe de ser apenas um exportador de produtos primários e passe a agregar valor e inteligência à sua produção para, finalmente, alcançar o patamar de nação desenvolvida.
Milas Chama Abílio de “Hipócrita” e “Boulos de Cuiabá” em Desabafo Feroz
A gestão do atual prefeito de Cuiabá foi alvo de críticas pesadas durante o podcast. Milas, que revelou ter votado em Abílio, afirmou sentir-se traído ao ver o prefeito criar super-salários e sancionar privilégios para a Câmara Municipal. Para o pré-candidato, Abílio abandonou as bandeiras da austeridade para se tornar um “personagem equilibrado” à base de remédios.
O publicitário foi além e comparou as recentes ações de desapropriação de terras da prefeitura às práticas de Guilherme Boulos e do MTST. “É o Abílio Boulos”, disparou Milas, indignado com o que chama de estelionato eleitoral e traição aos princípios de direita que o elegeram.
“Presídio Inferno Pantaneiro”: A Proposta Radical para Acabar com o Crime em MT
Demonstrando profunda indignação com o avanço das facções criminosas no estado, Rafael Milas propôs a criação de um presídio de segurança máxima isolado no Pantanal. Segundo ele, o “Inferno Pantaneiro” seria o destino de líderes criminosos, que seriam obrigados a trabalhar na fabricação de materiais para o Estado, sem qualquer acesso a tecnologias ou comunicações.
O pré-candidato criticou a falta de coragem dos atuais gestores e defendeu a aplicação da doutrina do “Direito Penal do Inimigo”. Milas argumenta que facções que dominam territórios e possuem leis próprias devem ser tratadas como exércitos invasores, exigindo uma resposta policial agressiva e implacável para retomar a soberania de Mato Grosso.
“Tudo Ladrão e Vagabundo”: Milas Detona Polarização entre Lula e Bolsonaro
O pré-candidato do partido Missão não poupou adjetivos ao classificar os dois principais expoentes da política nacional. Para Rafael Milas, tanto o atual presidente quanto o ex-mandatário representam o que há de pior no sistema, afirmando que o MBL rompeu com o bolsonarismo no auge da popularidade de Jair por não compactuar com esquemas de corrupção.
Milas ressaltou que a escolha entre um “ladrão e um vagabundo” não deve ser imposta à população. Ele defende que o projeto da Missão surge justamente para quebrar essa dicotomia, oferecendo uma alternativa técnica e intelectualmente preparada que se afasta do “nacionalismo tosco” e do populismo de esquerda.
Presidente do TCE-MT anuncia fiscalização na MT-170
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou uma fiscalização para avaliar as condições da rodovia MT-170, na região noroeste do estado. A ação será conduzida pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Obras e Infraestrutura e incluirá solicitações de esclarecimentos às quatro empresas responsáveis pelas obras, além da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
“Recebi uma reclamação seríssima sobre uma estrada que foi feita há um ano e já está totalmente destruída. É uma situação gravíssima, que estou recebendo como denúncia. Vamos fazer uma fiscalização e cobrar essas quatro empresas, além de solicitar imediatamente à Sinfra que adote as providências cabíveis”, afirmou o presidente.
A demanda foi apresentada pelos vereadores Oseia Guedes, Rosemiro dos Santos, Luis Carlos Silva e Agnaldo Drumões, da Câmara Municipal de Colniza, durante reunião com o conselheiro no II Encontro Mato-grossense de Municípios, realizado em março.

A equipe técnica deve priorizar o trecho entre os municípios de Castanheira e Juruena, apontado como crítico pelos parlamentares. “De Castanheira a Juruena, a situação é crítica. Esse asfalto era um sonho para a região Noroeste, mas hoje está totalmente destruído, esfacelado”, relatou o vereador Luis Carlos.
A iniciativa foi reconhecida pelo vereador Oseia Guedes, que destacou a atuação do TCE-MT na retomada de obras no estado. “O senhor tem destravado várias obras paralisadas em Mato Grosso, e Colniza é prova disso”, declarou.
A MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em 2022, quando o governo assumiu a rodovia com o objetivo de asfaltar 271,6 quilômetros entre Castanheira, Juruena e Colniza, passando por Aripuanã. O projeto foi dividido em seis lotes, dos quais quatro tiveram início em 2023.
Desses trechos, 81 quilômetros foram entregues em junho de 2024. Já em novembro de 2025, a construtora responsável iniciou a fase final da pavimentação entre Castanheira e Juruena, contemplando 50 quilômetros de implantação e restauração da via.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
SÍMBOLO DA GANÂNCIA: ABÍLIO TRANSFORMA CUIABÁ EM TRAMPOLIM PARA ESPOSA E TRAI ALIADOS
A máscara de gestor de Abílio Brunini caiu e revelou uma realidade decepcionante para quem acreditou em mudança: o prefeito não tem um projeto para Cuiabá. Seu único e verdadeiro plano de governo é transformar a prefeitura em uma máquina de votos para eleger sua esposa, a vereadora Samantha Iris, como deputada estadual em 2026. Fora essa obsessão familiar, o que se vê na administração municipal é um vazio de ideias, preenchido apenas por bobagens, encenações para redes sociais e uma infantilidade política que envergonha a capital. Abílio trata a gestão pública como um brinquedo, enquanto usa o orçamento para inflar um “cabide de empregos” destinado a pavimentar o caminho de Samantha.
Não haveria problema na candidatura da esposa se ela apresentasse um trabalho relevante, mas o mandato de Samantha na Câmara é considerado fraco, limitado e marcado pela traição ao povo, como nos votos a favor de aumento de impostos e a criação da taxa de lixo. A tentativa de usá-la como trampolim é o símbolo máximo da arrogância de um casal que faz da política um modo de vida. Nessa busca desenfreada, Abílio atropela aliados históricos como Diego Guimarães, Elizeu Nascimento e seu coordenador, Faissal Calil. Em uma só tacada, a candidatura de Samantha também inviabiliza os projetos de duas das suas principais apoiadoras em 2024: as vereadoras Michelly Alencar e Maysa Leão. Ao trair todos que o elegeram para priorizar a esposa, Abílio esquece que a política não gira, ela capota — e Cuiabá não aceitará ser mero degrau para as ambições de uma família que governa entre birras e interesses pessoais.
NEGÓCIO DE FAMÍLIA? Suplente de Fávaro é detonada no UOL por criar leis que dão dinheiro ao próprio setor
A empresária Margareth Buzetti, que virou senadora na vaga deixada pelo ministro Carlos Fávaro, virou alvo de denúncias no portal UOL por atuar em benefício próprio dentro do Congresso Nacional. Segundo a reportagem do UOL Prime, a parlamentar — que é dona de uma rede de reforma de pneus — usou o mandato para propor a redução de impostos e tarifas que favorecem justamente as empresas de recauchutagem. A revelação caiu como uma bomba, expondo como suplentes de senadores, que muitas vezes não receberam um único voto direto, utilizam a estrutura do Estado para legislar em favor de seus próprios bolsos e empresas.
O motivo da citação no podcast foi o flagrante conflito de interesses: enquanto deveria representar o povo de Mato Grosso, Buzetti focou em projetos que aliviam a carga tributária de seu ramo de atuação empresarial, a “Buzetti Pneus”. No programa, os âncoras ironizaram a defesa da senadora, que alegou estar ajudando “todo o setor” e não apenas a si mesma, apontando que o argumento ignora o fato básico de que ela é uma das principais beneficiárias da medida. O caso serve como exemplo do “balcão de negócios” em que se transformou a suplência no Senado, onde o interesse público é atropelado pela conveniência particular.









