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Com medo, Mauro Mendes tenta se vitimizar ao falar em ataques, mas terá que explicar seu governo, e cobrança é prestação de contas à sociedade nas eleições

A declaração do ex-governador Mauro Mendes, de que nunca “deu o primeiro tiro” em adversários, entra em choque com o ambiente político vivido nos últimos anos em Mato Grosso, marcado por confrontos, embates públicos e reações duras a críticas. Agora fora do comando do Estado e projetando uma candidatura ao Senado em 2026, Mendes passa a ocupar um novo lugar no debate público, onde a cobrança sobre sua gestão tende a se intensificar. Questionamentos sobre obras inacabadas, prioridades de investimento e decisões administrativas não configuram ataque pessoal, mas fazem parte do escrutínio natural exigido de quem busca novo mandato.

Nesse contexto, temas como a condução de grandes obras, a execução de projetos estruturantes e denúncias que circularam no ambiente político e institucional devem ganhar centralidade no debate eleitoral. No governo ele era valentão agora que veio para planície já demonstra medo de enfrentar as cobranças que terá de responder como candidato e tenta dar uma de ético e se vitimizar de atacado. A tentativa de enquadrar críticas como ataques pode não encontrar respaldo em um cenário marcado pela ampliação das redes sociais e maior autonomia da opinião pública. Para especialistas em democracia e transparência, o momento exige justamente o contrário, mais abertura, mais explicações e disposição para responder aos questionamentos. Em uma eleição majoritária, o julgamento do eleitor passa necessariamente pela prestação de contas do passado, e não apenas por discursos sobre o futuro.

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