Enquanto lideranças políticas e empresariais discutiam estratégias cruciais para a agroindustrialização e novos eixos econômicos no Fórum do LIDE, em Cuiabá, o prefeito Abílio Brunini manteve-se alheio ao debate, permanecendo o tempo todo concentrado no aparelho celular. A postura do gestor, que tenta se desvencilhar do apelido de “Prefeito TikToker”, acabou por reforçar o estigma de que prioriza as telas em detrimento da articulação política real. Para os presentes, o isolamento digital de Abílio em um evento de tamanha relevância evidenciou uma preocupante falta de conteúdo e preparo para lidar com temas complexos que exigem profundidade e diálogo.
A atitude gerou desconforto entre as autoridades, que notaram um prefeito incapaz de interagir ou propor soluções, limitando-se a repetir frases prontas como um “papagaio” quando confrontado, mas preferindo o refúgio do celular durante as discussões técnicas. No ambiente onde se planejava a infraestrutura e o desenvolvimento sustentável das próximas décadas, a passividade de Abílio mostrou que sua gestão parece mais focada no marketing de rede social do que no compromisso com o futuro da capital. Sem tirar os olhos do aparelho, o prefeito demonstrou estar desconectado das reais necessidades da balança comercial e da competitividade regional.
Escândalo na Segurança: Cabo da PM vira “Office Boy de Luxo” e cruza o país de avião para entregar bolsa Dior de R$ 27 mil à ex-primeira-dama
A linha tênue entre o interesse público e o capricho privado parece ter sido rompida em Mato Grosso. No último dia 05 de dezembro de 2024, uma operação logística que mobilizou a estrutura do Estado foi montada para que uma bolsa da grife Christian Dior — item de luxo avaliado em cerca de R$ 27 mil reais — chegasse às mãos da ex-primeira-dama, Virgínia Mendes, em São Paulo. O acessório, esquecido em Cuiabá, foi levado por um Cabo da Polícia Militar, escalado pelo Coronel Turbino para viajar de avião com a única missão de entregar o objeto a tempo de uma exposição privada de joias da designer Cris Porto.
Informações obtidas por fontes próximas à logística indicam que a justificativa para a “operação de guerra” seria a presença de medicamentos dentro da bolsa. Contudo, o argumento levanta questionamentos sobre a razoabilidade e a economicidade do ato: seria necessário deslocar um policial militar e custear passagens aéreas de última hora para transportar remédios que, em tese, poderiam ser adquiridos em qualquer farmácia da capital paulista? A discrepância entre o custo da operação e a finalidade alegada reforça a tese de desvio de finalidade.
Documentos, áudios e prints em posse desta reportagem — que estarão anexados à matéria — revelam os detalhes da operação. Os registros mostram a governanta da Residência Oficial (RO), conhecida como Net, coordenando a logística com o Coronel Turbino. Enquanto isso, a assessora Michelli, da UNAF, estaria em São Paulo realizando a cobertura do evento privado com diárias supostamente pagas pelo erário. A situação levanta um questionamento urgente sobre quem responderá por indícios de improbidade administrativa: em um estado que amarga índices alarmantes de feminicídio e sofre com o déficit de contingente policial, é aceitável que um oficial da PM seja desviado de suas funções para atuar como estafeta de luxo para agendas sem qualquer vínculo com o Governo de Mato Grosso?
JUSTIÇA CONTRA O SILENCIAMENTO: Yale Sabo Mendes garante liberdade de expressão frente à tentativa de censura de Fabinho Garcia
Em uma decisão classificada como um marco em defesa das garantias fundamentais, o juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, indeferiu o pedido de tutela inibitória movido pelo Ex-Secretário-Chefe da Casa Civil, Fabio Paulino Garcia, contra o ex-governador Pedro Taques. O magistrado foi cirúrgico ao destacar que o Poder Judiciário não pode atuar como censor prévio de críticas a agentes públicos, especialmente em temas de nítido interesse social. Ao rejeitar a pretensão de calar o réu em suas redes sociais, Mendes reafirmou que figuras em cargos de comando estão sob constante escrutínio popular, e que qualquer eventual excesso deve ser apurado a posteriori, jamais por meio da interdição do pensamento.
A fundamentação da sentença foi celebrada por sua clareza democrática e rigor constitucional ao definir a censura prévia como a “forma mais insidiosa de silenciamento”. Com uma postura firme e irretocável, o magistrado pontuou que impedir a circulação de informações sob o pretexto de proteção à honra de governantes assemelha-se a um autoritarismo disfarçado de zelo. Ao priorizar o contraditório e a liberdade de imprensa, a decisão de Yale Sabo Mendes protege não apenas o direito individual de crítica, mas o próprio direito da sociedade de ser informada, consolidando a jurisprudência de que, em uma democracia plena, o argumento e a transparência devem sempre prevalecer sobre o medo e o silêncio.
MELANCIA? MAURO MENDES BUSCA BÊNÇÃO DE BOLSONARO APÓS LIDERAR GOVERNADORES CONTRA O EX-PRESIDENTE E CHAMAR EDUARDO BOLSONARO DE “LOUCO” QUE SÓ “FALA MERDA”
A memória do eleitorado direitista está em alerta máximo com a recente movimentação do ex-governador Mauro Mendes (União-MT) em busca do apoio da família Bolsonaro para sua pré-candidatura ao Senado. O histórico de embates, no entanto, é denso: o primeiro grande racha ocorreu quando Mendes liderou, junto a outros 18 governadores, uma carta aberta acusando o Governo Federal de usar canais oficiais para distorcer informações e gerar confrontos. Naquela época, Mendes era visto como um seguidor da linha de oposição liderada por João Doria, então governador de São Paulo — a quem os bolsonaristas apelidaram pejorativamente de “calça apertada”. A resposta de Jair Bolsonaro na ocasião foi ácida, rebatendo as cobranças de Mendes ao expor o montante de recursos enviados ao estado.
O clima de hostilidade não parou por aí e escalou para críticas públicas onde Mendes acusava o presidente de “brigar demais” e não pacificar o país em um momento de crise sanitária. O ápice da tensão, contudo, deu-se no confronto direto com o deputado Eduardo Bolsonaro. Ao questionar a atuação do parlamentar nos EUA, o ex-governador não poupou palavras pesadas, chamando o filho “03” do presidente de “louco” e afirmando categoricamente que ele só “falava merda”, o que rendeu ao ex-governador o rótulo de “político bosta” por parte de Eduardo em uma tréplica furiosa nas redes sociais. Esse histórico alimenta a tese de uma grande parte dos bolsonaristas de que Mendes não é de direita como afirma; para esses críticos, ele é o legítimo “político melancia”: verde por fora, mas vermelho por dentro, sugerindo que, no fundo, suas convicções seriam de esquerda.
Agora, o cenário político exige uma costura que parece impossível para muitos aliados do ex-presidente em Mato Grosso. Enquanto Mauro Mendes tenta suavizar o discurso para garantir a benção da família Bolsonaro e unificar a direita em torno de seu nome para o Senado, a militância e os filhos do “Capitão” mantêm as feridas abertas, lembrando da época em que o governador marchava com Doria. O impasse coloca em xeque a viabilidade dessa aliança: restará saber se o pragmatismo eleitoral será capaz de apagar as marcas de uma relação pautada por trocas de insultos e acusações graves durante os momentos mais críticos do país.
JOGADA HIPÓCRITA
Abílio diz que deputados “viraram as costas para Cuiabá ”, mas faz festa de aniversário com dinheiro da ALMT e ataca parlamentares para eleger a esposa
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), voltou a disparar críticas contra deputados estaduais, afirmando que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) teria “virado as costas” para a Capital. A fala, porém, contrasta com a própria realidade recente vivida na cidade, e escancara o que, nos bastidores, já é tratado como discurso político calculado.
Isso porque o aniversário de Cuiabá, comemorado no último dia 8 de abril, contou com uma programação extensa, repleta de shows nacionais e eventos ao longo de vários dias, muitos deles viabilizados com recursos oriundos de emendas parlamentares.
Na prática, enquanto acusa os deputados de abandono, a própria gestão municipal se beneficia diretamente do dinheiro vindo da ALMT para promover festas e movimentar a cidade.
O contraste não para por aí. Parlamentares, inclusive aliados do prefeito, seguem destinando recursos para Cuiabá. Um dos exemplos é o deputado estadual Faisal Calil (Cidadania), que já encaminhou emendas para ações no município.
Mesmo assim, Abílio mantém o discurso de enfrentamento, ignorando os repasses e reforçando uma narrativa de isolamento que não se sustenta nos números nem nos fatos recentes.
Nos bastidores políticos, a leitura é de que o tom adotado pelo prefeito tem objetivo claro: desgastar a imagem dos deputados estaduais para abrir espaço e impulsionar a pré-candidatura da própria esposa a uma vaga na Assembleia Legislativa.
A estratégia é vista como arriscada e contraditória. De um lado, a Prefeitura usufrui dos recursos parlamentares; de outro, o chefe do Executivo ataca publicamente quem viabiliza parte desses investimentos.
O resultado é um embate que vai além da crítica institucional e entra no campo da conveniência política — onde o discurso muda conforme o interesse eleitoral.
BASTIDORES QUENTES
“A política adora traidores, mas abomina a traição”: postura de Paula Calil acirra crise na Câmara
A possível reeleição da presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), abriu uma crise nos bastidores do Legislativo municipal e levantou questionamentos sobre quebra de compromisso político firmado anteriormente.
Nos corredores da Casa, o que se comenta é que Paula teria prometido apoio ao vereador Ilde Taques (Podemos) para a disputa da próxima Mesa Diretora. O parlamentar, inclusive, já teria consolidado uma base considerada majoritária, com cerca de 17 a 18 votos, número suficiente para garantir a eleição.
O cenário, no entanto, mudou após a movimentação do prefeito Abílio Brunini (PL), que recuou do apoio ao vereador Dilemário Alencar (União Brasil). Dilemário contava com o respaldo do chefe do Executivo, o que historicamente pesa nas eleições internas da Câmara.
Com a retirada desse apoio, o prefeito passou a defender a permanência de Paula Calil no comando do Legislativo. A mudança reposicionou o jogo político e reacendeu o interesse da atual presidente na disputa, mesmo após sinais anteriores de que não pretendia buscar a reeleição.
Publicamente, Paula tem adotado um discurso cauteloso, afirmando que irá “conversar com os pares” antes de qualquer decisão. Nos bastidores, porém, a leitura de vereadores é de que a mudança representa um rompimento com o acordo previamente firmado com Ilde Taques (Podemos).
A situação expõe um dos princípios mais sensíveis da política: a manutenção da palavra. Entre parlamentares, cresce a avaliação de que compromissos assumidos precisam ser respeitados para garantir credibilidade nas articulações.
A movimentação também evidencia o peso do Executivo nas disputas internas do Legislativo, sobretudo quando há reconfiguração de apoios em cima da hora.
A frase do ex-governador Leonel Brizola — “A política adora traidores, mas abomina a traição” — tem sido repetida nos bastidores para resumir o clima de desconfiança que se instalou na Câmara de Cuiabá diante da postura adotada por Paula Calil.
Empreiteiro e cunhado de ex-homem forte de Blairo Maggi assume escritório de MT em Brasília
O vice-governador Otaviano Pivetta, no exercício do cargo de governador, oficializou a nomeação do empresário Juliano Hendrigo Bordoni Manzeppi para chefiar o Escritório de Representação do Estado de Mato Grosso (Ermat) em Brasília. Juliano é sócio-administrador da Roman Engenharia e possui laços familiares diretos com o alto escalão da política mato-grossense, sendo cunhado de Eumar Novacki, que ganhou projeção nacional como secretário da Casa Civil durante a gestão de Blairo Maggi e atuou como braço direito do ex-ministro da Agricultura.
A escolha estratégica coloca um perfil empresarial e com trânsito político nos bastidores da capital federal para articular os interesses do estado junto aos tribunais superiores e órgãos federais. No entanto, a nomeação desperta atenção nos círculos políticos devido à influência histórica do grupo liderado por Novacki e à transição de Manzeppi do setor da construção civil para o centro das decisões diplomáticas e institucionais de Mato Grosso no Distrito Federal.
Abílio Brunini amplia a máquina pública com nova secretaria em Cuiabá sob críticas de “cabide de empregos”
A gestão do prefeito Abílio Brunini (PL) oficializou mais um movimento de expansão na máquina pública municipal com a criação do cargo de secretário municipal de Segurança Pública. Embora o governo tente minimizar o impacto financeiro através da fusão das pastas de Planejamento e Orçamento, a estratégia é vista por críticos como uma manobra para acomodar aliados políticos em postos de alto escalão. O Projeto de Lei Complementar Substitutivo, aprovado em regime de urgência pela Câmara Municipal por 18 votos, sinaliza uma prioridade da atual administração em reforçar a estrutura burocrática em vez de focar na redução real de custos operacionais.
A nova configuração administrativa altera dispositivos da recém-aprovada Lei Complementar nº 555/2025, evidenciando uma falta de planejamento a longo prazo e uma pressa em estabelecer novos “cabides” dentro da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública. Ao insistir na criação de cargos de confiança em um momento de cobrança por eficiência, Abílio Brunini caminha na contramão de seu discurso de austeridade, entregando à população uma prefeitura mais pesada, custosa e dependente de articulações políticas no Legislativo para sustentar seu organograma.
VEREADOR É ALVO DE DENÚNCIA APÓS CELEBRAR PUBLICAÇÃO DE MATÉRIA FALSA QUE ATINGE O LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO: “MISSÃO DADA, MISSÃO CUMPRIDA”
A Câmara Municipal de Várzea Grande acionou o Poder Judiciário e o Ministério Público após a disseminação de uma notícia inteiramente falsa que simulava uma decisão judicial inexistente para barrar a eleição da Mesa Diretora. O material, publicado por um portal, inventou números de processos e citou falsamente o juiz Márcio Aparecido Guedes e o desembargador Rodrigo Curvo. A gravidade do caso aumentou com a revelação de um print onde o Vereador Lucas compartilha a matéria em um grupo oficial de secretários da prefeitura, acompanhada da frase comprometedora: “missão dada, missão cumprida”.
A mensagem do parlamentar levanta suspeitas imediatas sobre a autoria intelectual da desinformação, sugerindo que a publicação da “Fake News” pode ter sido uma ação coordenada para manipular o cenário político local. Na petição enviada ao juiz plantonista, a Câmara destaca que a matéria mentiu ao afirmar que a justiça teria imposto multa de R$ 50 mil ao presidente Wanderley Cerqueira, utilizando-se de documentos ideologicamente falsos para dar credibilidade ao ataque. A denúncia aponta que a manobra feriu a honra objetiva do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Poder Legislativo.
Diante dos fatos, a Câmara Municipal solicitou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático dos responsáveis pelo site e dos envolvidos na propagação do conteúdo. O objetivo é identificar se houve financiamento ou ordem superior para a criação da notícia falsa, configurando possíveis crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e difamação. O caso agora segue para o Ministério Público e para a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, sob pedido de segredo de justiça para o aprofundamento das investigações.


Cansados do abandono de Mauro Mendes e da omissão de deputados, vereadores de Colniza vão ao TCE salvar a MT-170
Cansados da inércia do Governo do Estado e da falta de representatividade dos deputados da região, os vereadores de Colniza protagonizaram uma ação exemplar em defesa da população do noroeste mato-grossense. Em uma demonstração de coragem e compromisso direto com seus eleitores, a comitiva formada pelos parlamentares Oseia Guedes, Rosemiro dos Santos, Luis Carlos Silva e Agnaldo Drumões percorreu a longa distância até Cuiabá para levar uma denúncia formal ao presidente do Tribunal de Contas (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo. O grupo denunciou o estado deplorável da rodovia MT-170, que, apesar de pavimentada recentemente, já apresenta trechos completamente destruídos, configurando um desperdício inaceitável de dinheiro público e o isolamento da região.
A iniciativa dos vereadores surtiu efeito imediato e expôs a omissão das autoridades que deveriam fiscalizar a obra. Sensibilizado pela gravidade do relato — de que uma estrada feita há apenas um ano já está “esfacelada” —, o presidente do TCE anunciou uma fiscalização rigorosa pela Secex de Obras e Infraestrutura. Ao assumirem o protagonismo que faltou aos deputados estaduais, os vereadores de Colniza não apenas garantiram a cobrança técnica sobre as quatro empresas responsáveis e a Sinfra-MT, mas também reafirmaram que o interesse do cidadão deve estar acima da burocracia e das alianças políticas.









