A gestão do prefeito Abílio Brunini (PL) oficializou mais um movimento de expansão na máquina pública municipal com a criação do cargo de secretário municipal de Segurança Pública. Embora o governo tente minimizar o impacto financeiro através da fusão das pastas de Planejamento e Orçamento, a estratégia é vista por críticos como uma manobra para acomodar aliados políticos em postos de alto escalão. O Projeto de Lei Complementar Substitutivo, aprovado em regime de urgência pela Câmara Municipal por 18 votos, sinaliza uma prioridade da atual administração em reforçar a estrutura burocrática em vez de focar na redução real de custos operacionais.
A nova configuração administrativa altera dispositivos da recém-aprovada Lei Complementar nº 555/2025, evidenciando uma falta de planejamento a longo prazo e uma pressa em estabelecer novos “cabides” dentro da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública. Ao insistir na criação de cargos de confiança em um momento de cobrança por eficiência, Abílio Brunini caminha na contramão de seu discurso de austeridade, entregando à população uma prefeitura mais pesada, custosa e dependente de articulações políticas no Legislativo para sustentar seu organograma.


