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TCE faz 3 intervenções brancas: BRT, Portão do Inferno e Consignados; Sérgio Ricardo assume protagonismo diante do colapso da gestão Mauro Mendes

Ao longo dos últimos meses, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), sob a presidência do conselheiro Sérgio Ricardo, protagonizou três intervenções brancas que escancararam o declínio técnico e gerencial do governo Mauro Mendes. A primeira ocorreu no caos do Portão do Inferno, na Rodovia Emanuel Pinheiro. Enquanto o Executivo culpava o Ibama e o ICMBio pela paralisia, Sérgio Ricardo desmontou a desculpa: “o instituto não proíbe nada, desde que tenha projeto”. A fala evidenciou o verdadeiro entrave — a ausência total de planejamento e comando por parte da Sinfra, liderada por Marcelo de Oliveira, o “Marcelo Padeiro”, cujo desempenho é marcado mais pela arrogância do que por competência.

A segunda intervenção se deu no problemático BRT, projeto de mobilidade entre Cuiabá e Várzea Grande que consome mais de R$ 468 milhões. Em movimento inédito, Sérgio Ricardo assumiu pessoalmente a relatoria de oito processos ligados à obra, cobrando celeridade absoluta e exigindo que a entrega ocorra até janeiro de 2026. Foi uma resposta preventiva diante da iminente desorganização que já ameaçava a mobilidade urbana da baixada cuiabana — mais uma vez, por omissão do governo.

A terceira e mais contundente intervenção branca veio com o escândalo dos consignados. Pelo menos 20 mil servidores foram lesados por contratos abusivos firmados com a anuência do próprio Estado. Em gesto firme, Sérgio Ricardo convocou todas as operadoras — incluindo a Capital Consig — a apresentarem, em até 15 dias, todos os contratos assinados com servidores. Foi um recado direto à estrutura de agiotagem institucionalizada que se formou sob o silêncio do Executivo. Nessas três ações, o presidente do TCE demonstrou não apenas coragem institucional, mas um raro equilíbrio entre técnica, responsabilidade social e compromisso público — qualidades que vêm fazendo falta na reta final da gestão Mauro Mendes.

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