Enquanto Mato Grosso amarga índices alarmantes de violência, com a escalada dos feminicídios e o avanço ostensivo das facções criminosas em diversas regiões do estado, o secretário de Segurança Pública, tenente-coronel César Roveri, parece alheio à gravidade do cenário. Em vez de personificar a postura técnica, estratégica e firme que o cargo exige — como foi em tempos anteriores com nomes como Alexandre Bustamante —, Roveri tem se notabilizado como presença constante em festas da elite, desfiles e apresentações musicais, inclusive dividindo palco com duplas sertanejas. O contraste entre a insegurança crescente nas ruas e o comportamento midiático do titular da pasta é um sintoma do esgotamento de um governo em fim de ciclo, sem pulso e sem comando, onde até aviões são furtados na calada da noite sem reação institucional. Em qualquer administração séria, o secretário já teria sido substituído por absoluta inadequação ao cargo.


