A recente reforma no secretariado de Otaviano Pivetta deixou claro que o governador não consegue esconder o DNA do PDT, partido onde construiu sua trajetória por muitos anos. Ao entregar o comando da Casa Militar, da Segurança Pública e do Comando Geral da PM a mulheres, além de abrir canais de diálogo com a comunidade LGBTQIA+, Pivetta faz um aceno direto a pautas da esquerda. O movimento evidencia que, embora o governador tente se moldar ao figurino bolsonarista por estratégia, ele nunca foi um bolsonarista de fato, mantendo uma essência administrativa que preserva os ideais progressistas de sua origem.
Essa postura expõe a dificuldade de Pivetta em mimetizar o conservadorismo radical. Enquanto o discurso tenta flertar com a direita, a prática de suas nomeações para o núcleo duro do Estado — especialmente na Segurança Pública — rompe com os dogmas da ala mais conservadora. Ao priorizar a representatividade feminina e o acolhimento de minorias, o governador demonstra que não rompeu com suas convicções históricas do PDT.


