Nos bastidores da política mato-grossense, cresce a circulação de informações sobre um possível acordo velado envolvendo o grupo do governador Otaviano Pivetta e do ex-governador Mauro Mendes com o deputado federal José Medeiros. Segundo interlocutores, a estratégia seria clara, Pivetta disputaria o governo, Mauro Mendes o Senado e, paralelamente, o grupo estimularia o apoio indireto a Medeiros como segundo nome ao Senado, enfraquecendo o senador Wellington Fagundes dentro do próprio campo político. A movimentação indicaria não apenas uma composição suprapartidária, mas também um rearranjo de forças que pode redesenhar completamente a disputa.
Ainda de acordo com essas articulações de bastidores, a eventual construção passaria pela divisão estratégica de votos, com o lançamento de uma candidatura considerada menos competitiva ao Senado para cumprir papel formal, enquanto a estrutura política e eleitoral do grupo seria direcionada para impulsionar Medeiros. O movimento, se confirmado, revela uma fissura interna no PL e alimenta a percepção de traição política, com Medeiros se afastando de Wellington. Para contrariar o senador, Medeiros fez questão de marcar presença na posse de Pivetta no governo, gesto que foi interpretado por lideranças liberais como uma afronta direta a Wellington Fagundes e um sinal público de distanciamento dentro do próprio partido.


