A conta do Parque Novo Mato Grosso não para de crescer — e quem paga é o povo. Só dois contratos, um com a Guaxe Construtora e outro com a Jota Ele Construções, receberam quase R$ 2 milhões em reajustes autorizados pela MT Par nos últimos dias. Mas esses são apenas a ponta do iceberg: há dezenas, talvez centenas de contratos nessa mesma situação, todos turbinados com dinheiro público para bancar um parque construído sob medida para bilionários, barões do agronegócio e figurões aliados ao poder.
Transformado num verdadeiro condomínio de luxo com dinheiro do Estado, o Parque virou um apartheid social cercado por muros altos, que separam fisicamente Cuiabá do que deveria ser um espaço público. Em vez de democratizar o acesso ao lazer e à cultura, o governo Mauro Mendes montou um palco para a ostentação — agora sustentado por uma farra de aditivos contratuais publicada no Diário Oficial, aos olhos de todos, sem constrangimento algum. Um escândalo silencioso e contínuo, feito à luz do dia, enquanto hospitais parados e as cidades do interior seguem esquecidas.


