Carlos Ivan Rastelli de Oliveira, secretário adjunto da LIMPURB de Cuiabá e parente da famigerada “madrasta gospel” Damaris — conhecida por ser flagrada como funcionária fantasma de gabinete em pleno culto evangélico ao lado de Abílio e do irmão Anderson — agora também figura como fiador condenado em ação de despejo e cobrança judicial.
Rastelli foi responsabilizado solidariamente junto à empresa Restaurante Brasa 22 Ltda., da qual é sócio-administrador, por uma dívida de R$ 81.789,35, que inclui aluguéis atrasados, IPTU e encargos do imóvel onde funcionava o negócio. O valor será pago em parcelas mensais que ultrapassam R$ 8 mil. O acordo foi homologado por sentença judicial, ou seja, tem força de decisão definitiva: se não pagar, sofre execução e despejo imediato — sem necessidade de nova ação.
A sentença é clara: se atrasar mais de 45 dias, a locadora pode tomar o imóvel de volta sem aviso, e Rastelli pode ter bens pessoais penhorados, já que assinou como fiador solidário. A bomba jurídica estoura enquanto ele ocupa cargo público, recebendo salário da prefeitura, mesmo sendo sócio de restaurantes e loja de carros — o que, aliás, fere a regra de dedicação exclusiva dos comissionados.
Com essa dívida oficializada na Justiça, o “olheiro de Abílio”, que segundo bastidores monitora adversários e controla contratos da limpeza urbana, mostra que a moralidade da atual gestão de Cuiabá está devendo — e muito — à Lei.


