O clima político em Várzea Grande atingiu o ponto de ebulição com o vazamento de mais dois áudios bombásticos atribuídos à prefeita Flávia Moretti, que não poupou munição pesada contra o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira. Em um tom de fúria e sem filtros, a mandatária rotula o parlamentar como “troglodita”, “machista” e “criminoso”, escancarando uma ruptura que parece não ter volta. Entre os gritos e desabafos que circulam nos grupos de WhatsApp, um desafio em particular chama a atenção pela agressividade: “Se o Wanderley pagar 10, eu pago 20”, bradou a voz do áudio atribuído à prefeita, em um recado direto que expõe a víscera de uma rivalidade pessoal e política que já transbordou o limite do institucional.
Enquanto o “fogo amigo” faz o serviço de fritura nas redes sociais, a cidade olha com apreensão para o calendário: a eleição para a presidência da Câmara Municipal está marcada para o próximo dia 14 de maio. O caldeirão ferve e o clima esquenta nos corredores do Legislativo, onde a disputa pelo comando da Casa de Leis se torna o pano de fundo de uma guerra de bastidores marcada por traições e gravações clandestinas. A pergunta que não quer calar nas esquinas de Várzea Grande é quem estaria por trás desse vazamento e até onde essa medição de forças vai arrastar a estabilidade política do município.


