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Força-Tarefa: governo reage ao escândalo dos consignados depois do leite derramado

Depois de meses de silêncio diante das denúncias de servidores lesados e do alerta feito por sindicatos ainda em 2024, o governo Mauro Mendes correu para montar, em pleno maio de 2025, uma força-tarefa contra as possíveis fraudes nos empréstimos consignados. A medida vem embalada como grande ato de zelo com o funcionalismo, mas soa como tentativa tardia de conter os danos de uma negligência já escancarada — e que agora respinga diretamente sobre a imagem da gestão.

A criação da força-tarefa, que envolve Procon, Decon, CGE, Seplag e até o Ministério Público, acontece só depois que o próprio governo admitiu, em auditorias oficiais, que houve irregularidades em dezenas de operações firmadas com a Capital Consig. A pressa em parecer vigilante, no entanto, esbarra no histórico recente da administração: é a mesma que se gaba de um programa de “Tolerância Zero” contra o crime, mas vê o tráfico fincar raiz até em escolas. Como diz o povo, depois que o leite derrama, não adianta limpar o fogão. Agora resta saber se essa nova “força-tarefa” vai proteger os servidores ou só o pescoço dos gestores.

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