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Banda, contratos e exclusividade: os bastidores da AMC sob nova luz

Uma carta de exclusividade registrada em cartório revela que a banda cuiabana Os Originais, fundada por Nilton V. Silva de Assis e Marcos Levi de Barros, tem como representante exclusivo em todo o território nacional a Associação Mato-grossense de Cultura (AMC). O detalhe revelador é que o próprio Marcos Levi, além de músico, é presidente da AMC — entidade que, nos últimos três anos, firmou contratos que somam R$ 57 milhões com o poder público para realização de eventos. Tudo gira em torno de volumosas emendas parlamentares estaduais, que irrigam os cofres da associação para a execução de atividades culturais sob pouca ou nenhuma fiscalização efetiva.

O documento, registrado com firma reconhecida, concede à AMC poderes totais para negociar, assinar contratos, receber pagamentos e representar a banda institucionalmente. Nas redes sociais, há registros constantes da banda se apresentando em eventos financiados por essas emendas — o que sugere uma relação direta entre os recursos públicos recebidos pela associação e os trabalhos do grupo. Apesar dos altos valores movimentados, a AMC opera sob uma espessa névoa de opacidade, impedindo a sociedade de compreender com clareza os critérios de escolha de atrações, a prestação de contas dos recursos e os vínculos com parlamentares financiadores. Em breve, novas reportagens vão revelar mais detalhes sobre projetos faraônicos sob a chancela da AMC — todos bancados com dinheiro público.

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