Em denúncia ao vivo na Rádio Capital, o presidente do SINPAIG, Antônio Wagner Oliveira, revelou o que pode ser o maior escândalo financeiro da história recente do serviço público de Mato Grosso: um esquema bilionário de fraudes em empréstimos consignados que atinge mais de 12.500 servidores estaduais. Segundo Wagner, o Banco Capital Consig atua sem autorização do Banco Central, não fornece contratos nem cartão físico, mas impõe taxas elevadas sob a fachada de “cartão de crédito consignado”. Ele calcula um desvio de R$ 68 milhões mensais, quase R$ 3 bilhões por ano drenados da economia mato-grossense — especialmente dos aposentados e pensionistas.
A gravidade escalou com o relato de ameaças veladas e a presença de um coronel da reserva, ex-chefe da Casa Militar de Mauro Mendes, dentro do sindicato, acompanhado de um representante bancário. Diante do risco à integridade física, o SINPAIG contratou o ex-governador e ex-procurador da República Pedro Taques para formalizar denúncias à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, com o apoio de vários sindicatos. Wagner acusa o governo estadual de omissão deliberada, o que pode configurar conivência com a operação de uma verdadeira máfia infiltrada na folha dos servidores públicos.


