O ex-governador Mauro Mendes encontra-se em um beco sem saída ideológico após o resgate de imagens históricas que provam sua antiga simbiose com o PT. Em 2008, longe do discurso conservador que tenta emplacar hoje, Mendes não apenas buscava desesperadamente a benção de Dilma Rousseff, como também escolheu a petista Vera Araújo para ser sua vice na disputa pela Prefeitura de Cuiabá. Esse currículo puramente esquerdista expõe a fragilidade de sua atual postura, revelando um político que transita entre polos opostos com uma facilidade que beira o puro oportunismo eleitoral.
Nos círculos bolsonaristas, o diagnóstico sobre o ex-governador é implacável: Mendes é tratado como uma “melancia”, termo usado para descrever aqueles que se pintam de verde por fora para enganar o eleitorado patriota, mas permanecem vermelhos por dentro em sua essência. Ao tentar se camuflar na direita sem ter abandonado suas raízes progressistas, ele acabou perdendo o respeito de ambos os lados. Para a esquerda, é um aliado infiel; para a direita, é um infiltrado cuja conveniência política fala mais alto que qualquer convicção, tornando-o uma figura sem credibilidade junto às bases que hoje tenta conquistar.


