Mais um capítulo nebuloso na novela do Parque Novo Mato Grosso, já apelidado de Parque dos Bilionários, veio à tona com a paralisação oficial da obra da sede do Regimento de Policiamento Montado. A construtora Zion Real Estate Ltda., que já recebeu quase R$ 12 milhões do total de R$ 20,5 milhões contratados, pediu para sair do contrato alegando dificuldades. A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), porém, indeferiu o pedido de rescisão e determinou a paralisação em 15 de agosto de 2025, após constatar que a empresa enfrenta problemas financeiros.
A obra, orçada em mais de R$ 20 milhões e que deveria durar 540 dias, já consumiu 516 dias de execução com apenas 54% concluídos. O imbróglio é mais um símbolo do gasto bilionário do governo Mauro Mendes no Parque Novo Mato Grosso, construído em área privilegiada, próxima aos barões da soja. Para críticos, trata-se de um “apartheid social”, um megaempreendimento bancado com dinheiro público, mas erguido para servir à elite econômica do estado. Muros altos prometem separar quem paga a conta — o povo — de quem usufruirá do espaço: os bilionários.
👉 O caso reforça a denúncia de que o Parque, ao invés de ser um espaço democrático, virou um presente do governo aos bilionários do agronegócio, enquanto áreas sociais como saúde, educação e segurança pública seguem em colapso.



