DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO:
A Polícia Federal deflagrou uma operação que coloca em xeque a integridade de altos escalões da advocacia e do setor financeiro. Ussiel Tavares, ex-presidente da OAB de Mato Grosso, teve seus endereços em Cuiabá vasculhados por agentes federais. O motivo? Suspeitas de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e participação controversa na aquisição de uma megafazenda avaliada em mais de R$ 1 bilhão. 
Em 2018, o BTG Pactual, representado por Tavares, arrematou a Fazenda Camponesa, na Chapada dos Guimarães, por R$ 130,5 milhões — valor considerado vil pela Justiça, que anulou o leilão. A propriedade, dada como garantia em empréstimos, teve sua dívida transferida de outra empresa do grupo, a Laranjal Agropastoril, levantando suspeitas de manobras financeiras para beneficiar o banco. 
A OAB-MT acompanha o caso e afirmou que eventuais faltas éticas serão analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina. Tavares nega qualquer irregularidade e se diz à disposição das autoridades. 
Este episódio lança luz sobre as complexas relações entre advocacia, sistema financeiro e o Judiciário, exigindo transparência e rigor na apuração dos fatos.
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