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Ser Flamengo: uma paixão que começa com sofrimento e explode em glória rubro-negra

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Ser Flamengo é um sentimento que não cabe em palavras, mas explode em gritos, pulsa em veias abertas, arrebata o coração como canta o hino. Não é só futebol. É uma herança, uma religião profana, um chamado que nos reúne nos quatro cantos do Brasil. É raça, amor e paixão – mas sobretudo, amor. Amor que enfrenta o escárnio nos dias difíceis, que sangra nas derrotas, mas nunca recua. Ser Flamengo é viver em estado de emoção permanente, onde cada jogo é guerra, cada final é redenção. Não é como começa, é como termina – sempre termina com o Maracanã em delírio, o país tingido de vermelho e preto, e cinquenta milhões de vozes histriônicas unidas num só grito de vitória ou resistência.

Felipe Luís, o nosso técnico, é mais do que uma promessa – já é legado. Um nome que se inscreve com dignidade ao lado de titãs da nossa história: Cláudio Coutinho, Carlos Froner, Carlinhos, Carpegiani, Jorge Jesus, Dorival, Andrade. Ele entende o que é ser Flamengo, porque viveu, suou e venceu com esse manto sagrado. E por isso merece o nosso apoio incondicional. Não há projeto grandioso sem turbulência. Cada conquista que o Flamengo ergueu veio depois do caos, depois da dúvida, depois da luta. Em 1981 vaiamos Zico. Em 87 disseram que o título não era nosso. Em 2009 o milagre veio das mãos de Angelim. Em 2019, quando tudo parecia perdido, viramos uma final histórica nos últimos minutos. O roteiro rubro-negro nunca é fácil – é épico.

A nação rubro-negra não é feita de torcedores apenas: somos milhões de fiéis devotos de um ideal. Transformamos o verde e amarelo em vermelho e preto, levamos o Flamengo nas bandeiras, nas peles, nos nomes de nossos filhos. Resistimos em silêncio quando é preciso e explodimos em êxtase quando a história nos recompensa. Gritamos alto quando nos subestimam, porque aprendemos que só quem ama de verdade é capaz de aguentar o peso da camisa mais gloriosa do futebol brasileiro. E quando ela brilha, não há time, torcida ou continente que resista ao império da Gávea.

Zico, eterno deus da nossa história, é o farol que ilumina cada geração que pisa no gramado com o Manto. Seu legado transcende gols: é escola de dignidade, de entrega, de Flamengo. E hoje, cada passo dado por Felipe Luís é continuação dessa trilha gloriosa. Há algo de eterno em ser Flamengo. Um pacto firmado não na bonança, mas no suor, no grito rouco, na lágrima que cai antes do apito final. Ser Flamengo é nascer para vencer, mesmo quando tudo parece perdido. Porque, como bem disse o poeta rubro-negro: não é como começa, é como termina. E o final, meus amigos, é sempre rubro-negro.

Popó Pinheiro
Gestor Público, jornalista e flamenguista

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