A tentativa de “cerco” político armada pelo governador Otaviano Pivetta e pelo ex-governador Mauro Mendes contra Wellington Fagundes acabou naufragando nos bastidores. Em reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, os líderes mato-grossenses, acompanhados pelo deputado José Medeiros, tentaram articular o isolamento do senador para garantir o apoio da sigla ao projeto de Pivetta. No entanto, o tiro saiu pela culatra: Valdemar não deu importância à investida e deixou claro que a prioridade da legenda permanece com seu aliado de longa data.
A articulação mal-sucedida expôs a fragilidade do plano governista de tentar “tomar” o PL por meio de um acordo de cúpula. Ao ignorar as investidas de Mauro e Pivetta, Valdemar Costa Neto blindou a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao governo, mantendo o controle do partido sob a batuta do senador. Sem o aval do cacique nacional, a estratégia de isolamento falhou, reforçando a posição de Wellington como o principal obstáculo aos planos de sucessão direta do grupo governista em Mato Grosso.


