Rafael Francisco Pinto, nomeado oficialmente em 15 de janeiro de 2025 pela presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil, para o cargo de chefe de gabinete parlamentar da presidência, é um dos alvos da Operação Poço Sem Fundo. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apura um esquema de R$ 22 milhões em fraudes na Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat), envolvendo contratos para perfuração de poços artesianos em diversos municípios do estado.
Rafael chegou ao cargo por indicação da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), a quem assessorou diretamente até o fim de 2024. Com a mudança no comando da Câmara, passou a integrar a equipe da presidência sob gestão de Paula Calil, em função de confiança. Segundo a Polícia Civil, ele teria participado do esquema durante sua atuação como servidor da Metamat. Embora tenha sido alvo de medidas cautelares que o impedem de assumir cargos no Executivo estadual, ele permaneceu em posto estratégico no Legislativo municipal.
Baixinha afirmou que os fatos investigados não têm relação com a atuação de Rafael na Câmara e declarou confiança em sua inocência. No entanto, a nomeação na presidência e o vínculo político fragilizam a tentativa de distanciamento. O caso pressiona a gestão legislativa e levanta questionamentos sobre os critérios de nomeações e a responsabilidade institucional diante de um escândalo de vulto.




