O suplente de vereador Felipe Corrêa (PL), que ocupa interinamente a cadeira do titular afastado Chico 2000, voltou a demonstrar o caráter errático de seu mandato ao cobrar do governo do Estado a responsabilidade de arcar com parte do passe livre estudantil em Cuiabá . Em tom que oscilou entre a lamúria e a irritação, Corrêa pediu que o Executivo estadual contribua com a gratuidade do transporte coletivo para alunos da rede estadual, alegando que a prefeitura já enfrenta dificuldades financeiras.
A fala, no entanto, expõe mais a fragilidade política de Corrêa do que a real complexidade do tema. Conhecido pela ausência de trajetória profissional consolidada — sua breve experiência como comerciante de picolé terminou em fracasso até mesmo em um estado de clima escaldante — o vereador interino parece repetir no campo político a mesma incapacidade de gestão e visão estratégica. Sem formação técnica e sem densidade eleitoral, Corrêa simboliza o bonachão imaturo que ocupa espaços por circunstâncias, e não por mérito, razão pela qual nunca conseguiu vencer uma eleição proporcional . Sua saída iminente da Câmara para o retorno do titular Chico 2000 soa, assim, como o desfecho natural de um mandato que nasceu com prazo de validade.


