Após mais de três anos de promessas, gastos milionários sem licitação e obras emergenciais fracassadas, o Governo de Mato Grosso finalmente admitiu o que a população e a ciência já apontavam desde o início: a obra no Portão do Inferno é inviável. A declaração do próprio governador Mauro Mendes, feita em 24 de junho de 2025, reconhece o erro estratégico e técnico do Estado, que insistiu em uma solução que já nascia fadada ao colapso.
Em dezembro de 2023, após novos deslizamentos de rochas, o trecho da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251) foi completamente interditado, e o governo decretou situação de emergência. Ainda assim, em 2024, optou por seguir com uma obra orçada em R$ 29 milhões – sem licitação – para retalhar o paredão. A empresa Lotufo Engenharia foi contratada diretamente. O resultado? Nada. Nenhum plano B foi apresentado, os estudos técnicos definitivos não foram concluídos, e a população da Chapada dos Guimarães ficou à mercê da insegurança e do abandono.
A deputada Janaina Riva questiona: por que o governo ignorou os alertas técnicos? Por que não se investiu desde o início em uma nova rota segura? E quem se responsabiliza por milhões jogados fora em um projeto que o próprio Estado agora reconhece como insustentável?


