A reviravolta no cenário político de Mato Grosso foi deflagrada por um vídeo bombástico divulgado pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, ao lado do senador Wellington Fagundes. Na gravação, Flávio deixa claro e definitivo que o candidato ao governo pelo PL, com apoio total da família Bolsonaro, é Wellington Fagundes. O anúncio encerra as investidas de Otaviano Pivetta (Republicanos), que desde o início do ano tentava minar a pré-candidatura de Wellington para atrair o apoio do PL à sua reeleição. Com a decisão, a chapa majoritária se oficializa com a deputada estadual Janaína Riva (MDB) e o deputado federal José Medeiros (PL) na disputa pelas duas cadeiras ao Senado.
A determinação de Flávio Bolsonaro impôs a unidade e reorganizou o tabuleiro: o produtor rural Antônio Galvan já está posicionado no Avante, partido pelo qual buscará o Senado dentro deste novo alinhamento. Ao “enquadrar” as lideranças locais, a cúpula nacional do PL aniquila qualquer tentativa de dissidência em favor de Pivetta e obriga todos os quadros a marcharem com Wellington Fagundes. Agora, a aliança PL-MDB foca na definição do nome para vice-governador, consolidando uma frente poderosa que une o agronegócio e a pauta da segurança pública para o embate pelo Palácio Paiaguás.
Operação Emenda Oculta: 4 deputados destinaram R$ 6,2 milhões a instituto
Fonte Diario de Cuiabá
Epicentro de um escândalo que envolve a Câmara de Cuiabá e a Assembleia Legislativa, o Instituto Social Mato-grossense (Ismat) recebeu, em 2025, R$ 6,2 milhões em emendas parlamentares.
O caso veio à tona em meio a investigação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do MPMT, no contexto da Operação Emenda Oculta, deflagrada na quinta (30).
A ação policial mirou diretamente o deputado Elizeu Nascimento (Novo) e seu irmão, o vereador cuiabano Cezinha Nascimento (União), acusados de desviar emendas parlamentares.
Entre os deputados que destinaram recursos ao Ismat estão Gilberto Cattani (PL), Dr. Eugênio (PSB) e Diego Guimarães (Republicanos).
Do total empenhado, ao menos R$ 2,8 milhões já foram efetivamente pagos, referentes a duas emendas de Elizeu, conforme levantamento do site Hipernotícias junto ao Portal da Transparência do Governo de Mato Grosso.
A suspeita é de que o Ismat tenha sido utilizado como intermediário para o desvio de recursos públicos, por meio de emendas parlamentares.
O trabalho do Naco é um desdobramento da Operação Gorjeta, que, em 27 de janeiro deste ano, levou ao afastamento do vereador Chico 2000 (PL) da Câmara de Cuiabá.
Em 2025, Elizeu Nascimento destinou ao menos R$ 2,8 milhões, pagos diretamente ao instituto, além de outros valores inicialmente empenhados que passaram por cancelamento e reprocessamento.
Cattani mandou R$ 300 mil para um projeto de formação; Dr. Eugênio e Diego Guimarães miraram ações esportivas, culturais e educacionais. Os dois mandaram R$ 940 mil e R$ 2,14 milhões.
Cattani, Dr. Eugênio e Guimarães não são alvos da operação do Naco.
Pivetta corrige desmonte do SAMU de Mauro Mendes e retoma controle em MT
A gestão do ex-governador Mauro Mendes sofreu um duro revés com a decisão do atual governador, Otaviano Pivetta, de recontratar os profissionais do SAMU cujos contratos haviam sido rescindidos. A medida, tomada no fim do mês passado, foi amplamente vista como o início do desmonte de um serviço essencial à população e gerou um impasse que agora Pivetta busca resolver. Ao desfazer a ação de Mendes, Pivetta não apenas prioriza a continuidade de um atendimento de saúde vital dentro dos padrões do SUS, mas também expõe a fragilidade e a falta de visão social da administração anterior.
A sinalização política com esse ato é clara e contundente: Pivetta assume o comando e deixa para trás o legado negativo de Mauro e Virgínia Mendes. A recontratação dos servidores, definida em reunião no Palácio Paiaguás com a Comissão de Saúde e representantes do setor, reforça que as decisões de impacto na vida da população agora passam por uma nova liderança. A mensagem implícita é que o período de incertezas e retrocessos no SAMU acabou, e que a nova gestão está empenhada em restabelecer a segurança jurídica e a qualidade dos serviços públicos, ignorando a agenda política do ex-governador.
Manobra Frustrada: Valdemar ignora Pivetta e Mauro e reafirma Wellington Fagundes no PL
A tentativa de “cerco” político armada pelo governador Otaviano Pivetta e pelo ex-governador Mauro Mendes contra Wellington Fagundes acabou naufragando nos bastidores. Em reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, os líderes mato-grossenses, acompanhados pelo deputado José Medeiros, tentaram articular o isolamento do senador para garantir o apoio da sigla ao projeto de Pivetta. No entanto, o tiro saiu pela culatra: Valdemar não deu importância à investida e deixou claro que a prioridade da legenda permanece com seu aliado de longa data.
A articulação mal-sucedida expôs a fragilidade do plano governista de tentar “tomar” o PL por meio de um acordo de cúpula. Ao ignorar as investidas de Mauro e Pivetta, Valdemar Costa Neto blindou a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao governo, mantendo o controle do partido sob a batuta do senador. Sem o aval do cacique nacional, a estratégia de isolamento falhou, reforçando a posição de Wellington como o principal obstáculo aos planos de sucessão direta do grupo governista em Mato Grosso.
“A CONTA NÃO FECHA”: SARGENTO EROS INSINUA ENRIQUECIMENTO ILÍCITO DE MILITARES QUE VIRARAM POLÍTICOS
O Sargento Eros Barros defendeu a entrada de militares na política como um instinto de sobrevivência, citando nomes como o do deputado estadual Sargento Elizeu como parte dessa movimentação para tentar salvar um sistema de segurança que ele considera falido. Eros foi categórico ao afirmar que tudo gira em torno da política e que os policiais precisam estar atentos, pois quem afirma odiar o tema é, na realidade, um “analfabeto político”.
A nota ácida da entrevista veio quando o sargento mencionou o enriquecimento repentino de alguns parlamentares do meio militar, destacando que “a conta não fecha”. Ele relembrou que, enquanto atuavam nas ruas, muitos colegas não tinham dinheiro sequer para comprar uma Coca-Cola, mas hoje ostentam patrimônios altíssimos, cordões de ouro, pulseiras de ouro moram em condomínios de luxo e andam de caminhonetes Hilux. A fala ganha contornos proféticos com a operação policial ocorrida hoje contra o deputado Sargento Elizeu e seu irmão, investigados justamente por suposto recebimento de propina em emendas parlamentares.
Operação mira deputado Elizeu Nascimento e vereador Cezinha em Cuiabá; polícia apreende dinheiro e investiga ligação com José Nery Chirolli
Uma operação policial deflagrada nesta manhã em Mato Grosso cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Elizeu Nascimento e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento. Durante a ação, as autoridades localizaram expressivas quantias de dinheiro em espécie nas residências dos parlamentares, material que foi apreendido para subsidiar as investigações em curso. Não houve o afastamento dos cargos, e os políticos seguem em exercício enquanto o inquérito avança para esclarecer os fatos no âmbito do Poder Legislativo.
O foco central da investigação é a suposta relação dos irmãos Nascimento com as empresas do empresário José Nery Chirolli, apurando possíveis irregularidades que possam comprometer a administração pública. A polícia busca entender se houve favorecimento em contratos ou movimentações financeiras atípicas ligadas à influência política dos investigados. O material coletado e os depoimentos colhidos agora passam por análise pericial para determinar se o fluxo financeiro identificado possui origem lícita ou se configura prática de crimes contra a administração.
Prefeito se cala após aliados Elizeu Nascimento e Cezinha serem alvos de operação por suposta propina; R$ 200 mil apreendidos
O Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) deflagrou, nesta quinta-feira (30), a Operação Emenda Oculta, que atingiu em cheio a base política do prefeito Abílio Brunini. Os alvos principais foram o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e seu irmão, o vereador Cezinha Nascimento (União). A investigação aponta um esquema de desvio de emendas parlamentares através de institutos sociais e da empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA. Até o momento, o Palácio Alencastro não se pronunciou sobre o envolvimento de seus principais aliados na capital, mantendo o silêncio diante da gravidade das acusações.
Durante a ação, a polícia encontrou R$ 200 mil em dinheiro vivo nas residências dos irmãos. Na casa do deputado Elizeu, foram apreendidos R$ 150 mil, enquanto na do vereador Cezinha, os agentes localizaram outros R$ 50 mil, em notas de R$ 100 e R$ 50. A operação é um desdobramento da “Operação Gorjeta” e foi impulsionada por vídeos encontrados em um celular apreendido, que mostram o suposto recebimento de propina. O Ministério Público apura o direcionamento de recursos públicos para os institutos ISMAT e IBRACE, que serviriam de fachada para o retorno de valores aos parlamentares.
BOMBA: Emanuelzinho assume protagonismo em Brasília e vai decidir o futuro do fim da escala 6×1
O deputado federal Emanuelzinho (PSD-MT) consolidou sua influência no cenário político nacional ao ser nomeado membro permanente da comissão especial que debaterá o texto final da PEC que visa o fim da escala 6×1. O anúncio, feito nesta quinta-feira (30), coloca o parlamentar mato-grossense em uma posição estratégica para mediar um dos temas de maior impacto social e econômico da atualidade. Como integrante fixo do colegiado, o deputado terá o poder de moldar a redação que será levada ao plenário, garantindo que as nuances do mercado de trabalho e as necessidades dos trabalhadores sejam devidamente equilibradas na proposta de emenda à Constituição.
Com foco em uma atuação técnica e democrática, Emanuelzinho afirmou que pretende transformar a comissão em um canal direto de comunicação entre o Distrito Federal e Mato Grosso. O parlamentar planeja realizar uma série de reuniões com o setor produtivo regional, sindicatos e associações de classe para colher subsídios e assegurar que a voz do estado tenha reflexos ativos no texto final. A iniciativa reforça a liderança do deputado na articulação de pautas que buscam modernizar as relações de trabalho no Brasil, prometendo um debate transparente e pautado pela justiça social e pela viabilidade econômica.







