A recente decisão do governador, Otaviano Pivetta, de intervir diretamente no comando da Nova Rota do Oeste, acendeu o alerta nos bastidores políticos de Mato Grosso. Ao substituir Cidinho Santos pelo secretário Marcelo de Oliveira — o “Padeiro” —, Pivetta centraliza ainda mais o poder e interrompe uma articulação que vinha sendo construída com o setor produtivo. A manobra é vista por críticos como uma “tratorada” administrativa que prioriza o controle político sobre a BR-163 em detrimento da continuidade institucional, gerando dúvidas sobre a real celeridade das obras prometidas.
No transporte coletivo, a postura de Pivetta é ainda mais polêmica. Ao descartar os ônibus articulados (BUD) para o BRT de Cuiabá e Várzea Grande sob o argumento de “custo alto”, o gestor parece condenar a população a um sistema de segunda classe, bem distante do conforto prometido na época da substituição do VLT. Enquanto Lula aponta o dedo para a “irresponsabilidade” da obra inacabada, o governo estadual recua na qualidade do equipamento, entregando um “BRT de fachada” que economiza no bem-estar do passageiro para tentar equilibrar um caixa que já deveria ter resolvido o imbróglio da mobilidade há anos.


