Skip to content

Prefeito dá aula de descortesia: admite que atual secretário não era sua escolha — e sinaliza possível fritura

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, acabou deixando escapar, talvez sem se dar conta da descortesia, um incômodo que parece crescente dentro de sua gestão. Ao comentar publicamente que sua primeira escolha para a Secretaria Municipal de Educação havia sido o vereador Daniel Monteiro — que declinou do convite —, o prefeito evidenciou que o atual titular da pasta, Amauri Monge Fernandes, só assumiu o posto por força das circunstâncias. A fala, que soou como um recado enviesado, expõe não apenas uma falta de deferência com o atual secretário, mas também o desconforto do próprio Abílio em lidar com figuras que começam a ganhar brilho próprio dentro de uma gestão marcada mais por vídeos de TikTok do que por um projeto claro para a cidade.

Amauri Monge, que chegou como uma solução de emergência após a meteórica passagem de Solange Dias pela pasta, tem demonstrado uma presença mais assertiva do que o prefeito talvez imaginasse — ou desejasse. Internamente, já se comenta que o protagonismo crescente do “regra 2”, como vem sendo chamado nos bastidores, vem incomodando o prefeito, pouco afeito a dividir holofotes. A declaração pública de que Amauri não era sua primeira opção serve, assim, como um sutil aviso: baixe a bola ou prepare-se para ser o próximo a rodar.

Aliás, sagaz foi o vereador Daniel Monteiro ao recusar o convite. Ao manter sua autonomia no Legislativo, evitou o risco de se tornar um mero subordinado de um prefeito que, até agora, não apresentou um plano de governo consistente para a Educação — ou para qualquer outra área estratégica da cidade. No lugar de projetos estruturantes, o que se vê é uma profusão de patuscadas e vídeos performáticos, mais afeitos às redes sociais do que às demandas reais da população cuiabana.

OUTRAS NOTÍCIAS