O deputado estadual Diego Guimarães figura como um dos principais financiadores do Instituto Social Matogrossense, entidade que está no centro das investigações da Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Gaeco e pela Polícia Civil, por meio da Defaz. Entre os anos de 2024 e 2025, o parlamentar destinou um montante exato de R$ 6.347.799,94 via emendas parlamentares para a instituição. O instituto é alvo de um rigoroso inquérito que apura supostos desvios de recursos públicos, esquema que já resultou em mandados de busca e apreensão na residência do deputado Elizeu Nascimento e do vereador Cezinha, evidenciando a gravidade das suspeitas que pairam sobre a gestão desses ativos.
Os dados extraídos dos relatórios de transparência do Estado revelam uma escalada nos repasses: em 2024, o instituto recebeu R$ 3.850.000,00 em emendas assinadas por Guimarães, seguidos por mais R$ 2.497.799,94 liberados ao longo de 2025. A investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia de Mato Grosso busca esclarecer se a aplicação desses valores cumpre a finalidade social proposta ou se faz parte de uma engrenagem de corrupção sistêmica no uso de emendas parlamentares. Enquanto as autoridades avançam sobre os documentos apreendidos, o volume financeiro aportado por Diego Guimarães coloca o gabinete do deputado sob os holofotes do escrutínio público e jurídico no estado.


