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Prefeito Abílio declara guerra aos católicos: cancela peixe santo, ignora Quinta-feira Santa e desrespeita a fé do povo cuiabano.

A imaturidade administrativa do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, revela-se não apenas na má gestão cotidiana da cidade, mas na tentativa cínica e perigosa de instaurar uma “guerra santa” institucional entre Abílio e católicos. Com uma visão de mundo reduzida , Abílio afronta tradições de várias décadas do povo cuiabano ao eliminar o ponto facultativo da Quinta-feira Santa e boicotar o tradicional “peixe santo”. Em nome de uma pauta ideológica mesquinha, ele transforma a Semana Santa, tempo sagrado para milhões de brasileiros, em campo de batalha de sua vaidade política. “Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28), diz a Escritura — mas Abílio prefere dividir, impor e ferir.

O gesto do prefeito não é apenas um ataque institucional, mas uma violência simbólica contra a fé, a cultura e a história da cidade. A Semana Santa é, para Cuiabá, mais que uma data religiosa: é um elo com o passado, com as famílias, com os sabores e as emoções de gerações. Ignorar sua importância é negar a própria identidade cuiabana. Como alertava Umberto Eco, “o fanatismo começa quando se impõe uma verdade única sobre a complexidade do mundo”. Ao confundir Estado e governo com cruzada pessoal, Abílio transforma a Prefeitura de Cuiabá num altar de ressentimentos. E do jeito irresponsável e autoritário como age, não demorará para querer tirar também São Benedito — o santo negro, o santo querido de Cuiabá, símbolo da fé e da resistência do povo mais simples e devoto da capital.

É estarrecedor que, em pleno século XXI, vejamos em uma capital brasileira o retorno de práticas que lembram regimes autoritários ou episódios históricos de intolerância religiosa. A recusa do ponto facultativo na Quinta-feira Santa é mais do que um ato administrativo: é um símbolo de desprezo. Assim como em tempos sombrios da história — como a Revolução Cultural Chinesa ou o Kulturkampf prussiano — em que governos tentaram apagar tradições religiosas sob o pretexto de “modernização” ou “moralidade”, o que se vê hoje em Cuiabá é uma tentativa de desmonte dos valores comunitários. Mas o povo de fé resiste. A cruz fala mais alto que o cargo. E o Cristo, mesmo perseguido, sempre ressuscita.

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