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Político que apoia dois candidatos passa fome: Abílio tenta agradar todos e pode acabar sem reconhecimento de ninguém

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, voltou a demonstrar sua falta de definição política ao aparecer em Brasília ao lado dos senadores Flávio Bolsonaro e Wellington Fagundes, em vídeo convidando a população para um evento em Sinop. O gesto revela uma estratégia cada vez mais evidente: tentar se equilibrar entre diferentes grupos políticos, acenando simultaneamente para lados opostos em um cenário já marcado por disputas intensas em Mato Grosso.

Nos bastidores, essa postura tem sido interpretada como oportunismo e fragilidade. Ao flertar com múltiplas lideranças — ora se aproximando do grupo de Otaviano Pivetta, ora alinhando-se a figuras do PL — Abílio corre o risco de perder ainda mais credibilidade, que já é considerada baixa por críticos da sua gestão. Soma-se a isso o ambiente de desconfiança mais amplo, em que parte da opinião pública também questiona a credibilidade da sua gestão em Cuiabá. Nesse contexto, interlocutores avaliam que haveria uma expectativa de alinhamento mais claro com o senador Wellington Fagundes, por ser do PL, partido ao qual o próprio Abílio é filiado, o que, sob a lógica da fidelidade partidária, reforçaria a obrigação política de apoiá-lo como pré-candidato ao governo de Mato Grosso. Ainda assim, Abílio segue sinalizando em direções opostas: em determinados momentos flerta e caminha ao lado de Otaviano Pivetta, dando a entender que ele pode ser seu candidato ao governo, enquanto, em outros, reforça laços com o PL. O resultado é uma atuação vista como “uma vela para cada santo”, que pode cobrar um preço alto no momento em que os apoios precisarem ser firmes e definitivos.

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