A gestão da presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil, tem dado sinais claros de desprezo pelas causas das mulheres. Três episódios recentes evidenciam essa postura: ela se manteve em silêncio diante da nomeação de Ivan Rastelli, parente do prefeito Abílio Brunini, para a Limpurb, mesmo com seu histórico de violência contra duas mulheres; não se manifestou quando uma menor vítima de estupro foi exposta de forma política no plenário pela vereadora Maysa Leão; e ainda votou a favor da manutenção do veto do prefeito ao projeto do vereador Dídimo Vovô, que garantiria às mulheres com mama densa o direito a exames de ressonância magnética na rede pública.
O conjunto desses fatos constrói a imagem de uma presidência distante das pautas femininas e alheia à defesa de direitos básicos. Paula Calil, que deveria simbolizar a proteção e a representatividade das mulheres no parlamento municipal, tem caminhado no sentido contrário: relativizando a violência, naturalizando abusos e negando avanços em políticas de saúde. A omissão e as escolhas da presidente revelam uma liderança que não se compromete com a luta das mulheres cuiabanas.


