O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virgínia Mendes voltam a apostar em estratégias de marketing político para tentar encobrir o fracasso de suas ações nas políticas de proteção às mulheres. O anúncio do novo “Gabinete de Segurança da Mulher” soa como mais uma jogada de imagem, já que o próprio governo estadual já possui uma estrutura consolidada: a Secretaria Adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres (Sappm), comandada por Salete Morockoski, com Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres e Coordenadoria de Políticas de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, todas vinculadas à Setasc.
Na prática, essa duplicação de funções revela o improviso e a falta de compromisso real do governo com a causa feminina. Sob Mauro Mendes, Mato Grosso ocupa pelo segundo ano consecutivo o primeiro lugar no ranking nacional de feminicídios, reflexo direto da ausência de políticas efetivas, investimentos e integração da rede de proteção. O “gabinete” recém-criado é visto como tentativa de ganhar tempo antes da renúncia do governador em abril de 2026, quando deverá disputar o Senado. Enquanto isso, o casal Mendes segue transformando pautas sérias em peças de propaganda — mais uma ação de Instagram em meio à escalada da violência contra as mulheres mato-grossenses.



