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Luxo e conforto para o casal ostentação; fumaça e aperto para o povo de Cuiabá e Várzea Grande

O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virgínia Mendes deixaram claro qual é a regra do jogo: para eles, luxo, conforto e modernidade; para o povo de Cuiabá e Várzea Grande, ônibus apertado, poluente, barulhento e sem dignidade. O VLT, que já estava 70% concluído e com todos os vagões de padrão internacional comprados, foi enterrado pela decisão do casal. Os vagões foram vendidos para Salvador, onde servirão à população baiana em um transporte moderno e confortável — enquanto o povo mato-grossense ficou condenado ao atraso.

O que restou foi indignação. Muitos choraram ao ver um projeto que poderia transformar a mobilidade da capital ser jogado no lixo em nome de uma política pequena e desrespeitosa. A mensagem é cruel e nítida: os cuiabanos e várzea-grandenses não merecem conforto, não merecem ar-condicionado, não merecem modernidade. Merecem a fumaça dos ônibus, o calor sufocante, os buracos no asfalto e a superlotação. O contraste é ainda mais doloroso quando o casal Mendes desfila pelo exterior, usufruindo do VLT de cidades europeias, do trem-bala japonês e dos bondes de luxo que eles próprios negaram ao povo que governam.

A demagogia é clara: enquanto para o povo sobra o pior, para o casal ostentação não falta o melhor. O VLT seria um marco de dignidade, mas virou símbolo do desprezo. A cada buzina de ônibus que sufoca o trânsito de Cuiabá, ecoa a lembrança de que os sonhos de uma cidade moderna foram rifados. E que Mauro e Virgínia Mendes escolheram para si os trilhos do luxo, deixando para o povo apenas a poeira e a fumaça da exclusão.

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