Esse canteiro de obras, financiado com mais de R$ 20 milhões em recursos exclusivamente públicos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB), escancara o projeto bilionário do Governo Mauro Mendes no Parque Novo Mato Grosso, uma iniciativa estatal travestida de modernização urbana. Na prática, é um investimento de alto custo para poucos, com estrutura monumental voltada à elite — enquanto o povo enfrenta falta de moradia digna, transporte precário e escolas sucateadas.
O contraste é gritante: enquanto a iniciativa privada, como a Cacau Show, ergue seu parque temático com recursos próprios e financiamentos, o governo estadual injeta dinheiro dos cofres públicos em uma obra faraônica, erguida dentro do modelo de exclusão social e apartheid urbano. Não há contrapartida social, não há participação popular — apenas o avanço silencioso de uma máquina pública que prefere construir orlas luxuosas do que investir onde o povo realmente vive.


