O advogado Aroldo Fernandes da Luz, conhecido coma “Aroldão”. foi condenado na noite de hoje a nove anos e quatro meses de prisão por tentativa de homicídio contra a então namorada e também advogada C.S. Q em janeiro de 2005. O Tribunal de Júri, comandado pela juíza Mônica Perrı, aplicou a pena em regime fechado e o advogado já iniciará o cumprimento de imediato 21 anos após o crime.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima, que teve o advogado João Vitor Dınız como assistente de acusação, foi brutalmente agredida após uma discussão durante uma festa. Testemunhas relatam que o acusado desferiu socos, chutes e pontapés, mesmo quando a mulher já estava caída.
Em seguida, ele a colocou em um veículo e a abandonou gravemente ferida em uma área próxima à rodovia Arquimedes Pereira Lima, acreditando que ela não sobreviveria. A mulher foi encontrada horas depois em estado crítico, com múltiplas lesões, incluindo traumatismo craniano.
Ela chegou a ficar em coma por dias e precisou passar por procedimentos cirúrgicos para reconstrução facial. Apesar de ter sobrevivido, carrega sequelas permanentes das agressões.
Durante o júri, o Ministério Público sustentou que o crime foi motivado por razão fútil, o que pode agravar a pena em caso de condenação. À época dos fatos, o Brasil ainda não contava com a Lei Maria da Penha, marco importante no combate à violência doméstica.


