A gestão do prefeito Abílio Brunini enfrenta uma crise de credibilidade após a denúncia da influencer Giselly Fortes, que expôs o estado de abandono do Centro Médico Infantil de Cuiabá. O espaço conhecido como “Sala Verde”, que deveria servir como ponto essencial para o acolhimento e atendimento de crianças, foi sumariamente fechado pela administração municipal e transformado em um depósito improvisado de entulhos e materiais. Enquanto o discurso oficial de Abílio prega a eficiência do SUS, a realidade nos corredores revela o desperdício de uma estrutura vital, evidenciando uma falta de prioridade gritante com a saúde pública da capital.
O cenário de descaso escancarado na unidade contradiz as promessas de campanha e a postura de fiscalizador que o prefeito costumava adotar. Profissionais da saúde e famílias relatam um cotidiano de filas intermináveis e demora no atendimento, agravado pela inutilização proposital de áreas de suporte. Ao permitir que um ambiente clínico seja reduzido a um almoxarifado, a prefeitura de Cuiabá ignora a urgência das necessidades infantis e deixa a população sem respostas sobre quem autorizou o sucateamento de um espaço que poderia estar salvando vidas e humanizando o atendimento.


