FEIJOSAMBA SINPAIG

Sindicato faz festa para comemorar fim do governo Mauro Mendes

O Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso (SINPAIG-MT) decidiu comemorar o fim do governo Mauro Mendes (União) com uma feijoada que ocorre no dia 18 de abril, na chácara do Sinttcontas em Cuiabá.

O evento promete unir a combinação perfeita do trabalhador: feijoada, samba e chope, além de espaço kids com monitores e atrações musicais como Raízes do Samba, Puro Samba & Pagode e Turma do Bill.

A celebração, no entanto, vai além da descontração. Para a diretoria do sindicato, a data marca o alívio pelo encerramento de um ciclo de sete anos marcado por ataques sistemáticos aos direitos dos servidores públicos estaduais.

“Foram sete anos de muita luta. O governo Mauro Mendes foi um governo de perseguição aos servidores. Ele tentou nos calar, nos desmobilizar e destruiu as finanças de milhares de famílias”, afirmou Antônio Wagner ao mencionar o chamado “Escândalo dos Consignados”, que mantém milhares de servidores superendividados por conta do credenciamento, pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), de instituições financeiras acusadas de praticar fraudes.

Wagner listou uma série de medidas que, segundo ele, comprovam o descaso da gestão anterior. “O RGA de 18%, que era um direito nosso, não foi pago. Isso significou uma perda salarial brutal”, afirmou o dirigente.

Serviço – FeijoSamba SINPAIG

Com a promessa de ser um marco de renovação e confraternização, a festa é exclusiva para sindicalizados. Os primeiros 300 servidores que retirarem os ingressos têm direito a um convite extra sem custo. As senhas podem ser retiradas entre os dias 2 e 15 de abril, das 8h às 17h, na sede do SINPAIG-MT, localizada na Rua Emanuel João Maciel Júnior, 10 – Morada do Ouro, Cuiabá.

Servidores que se sindicalizarem até o dia 15 de abril também terão direito ao ingresso.

“Vamos celebrar o fim desse ciclo e preparar a nova fase, com mais respeito e valorização dos servidores públicos de Mato Grosso”, finalizou Antônio Wagner.

Mauro Mendes entra na disputa ao Senado e União Brasil vive cenário de indefinição e disputas internas em Mato Grosso

O ex-governador Mauro Mendes oficializou sua entrada na disputa por uma vaga no Senado Federal após deixar o comando do Estado, posicionando-se como um dos principais nomes da eleição em Mato Grosso. No entanto, o cenário dentro do União Brasil é marcado por instabilidade e indefinições na montagem das chapas proporcionais. Nos bastidores, divergências recentes envolvendo lideranças como Dilmar Dal Bosco, Júlio Campos e Eduardo Botelho evidenciam o momento de tensão interna, com disputas por espaço e alinhamento político.

Além disso, a possível saída de Botelho para o MDB e a perda de nomes para o Podemos, ligado a Max Russi, ampliam o clima de incerteza. O partido também enfrenta um impasse envolvendo a pré-candidatura de Jayme Campos ao governo, que não encontra consenso dentro do grupo político ligado a Mauro Mendes, que, por sua vez, deve apoiar Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos. Com o prazo final para definições se aproximando, o União Brasil apresenta, neste momento, um cenário fragmentado, refletindo a movimentação intensa e as negociações típicas do período pré-eleitoral.

Antônio Galvan deixa o DC, se filia ao Avante e mantém candidatura ao Senado após impasse partidário

O produtor rural Antônio Galvan, que obteve cerca de 300 mil votos na última eleição, mantém seu projeto de disputar o Senado em 2026, mas precisou mudar de partido no meio do caminho. Galvan vinha presidindo o Democracia Cristã ao lado da advogada Paula Galvan, porém enfrentou resistência interna da sigla em relação à sua candidatura ao Senado, o que levou à sua saída. Após receber convites de diferentes partidos, acabou se filiando ao Avante, onde tenta viabilizar sua nova candidatura.

Apesar da definição do nome ao Senado, ainda há incertezas quanto à estruturação completa do Avante para a disputa proporcional, especialmente na montagem das chapas de deputado federal e estadual, que até o momento não foram plenamente divulgadas. Com o prazo final para definições partidárias se encerrando no dia 4, a expectativa é de que, ao longo da semana, o cenário seja consolidado. A tendência é que, nos próximos dias, haja um mapeamento mais detalhado das composições partidárias, permitindo uma análise mais precisa das forças políticas que entrarão na disputa eleitoral deste ano.

Com gestão classificada como fiasco absoluto, Danielle Carmona deixa a Saúde sob denúncias de privilégios

A ex-secretária de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, encerra sua passagem pela pasta sob forte polêmica após denúncias de que teria se “auto-beneficiado” com a concessão de 60 dias de férias e a garantia do bônus “Prêmio Saúde”. Enquanto servidores da linha de frente relatam recorrentes negativas em seus pedidos de descanso sob a justificativa de falta de pessoal, a movimentação da ex-gestora é vista como um privilégio que acentua a revolta da categoria, consolidando uma saída marcada por críticas à sua competência técnica e política.
Em contrapartida, a Prefeitura de Cuiabá nega qualquer irregularidade, afirmando que Carmona é servidora de carreira e que os benefícios estão dentro da legalidade administrativa. No entanto, para críticos e opositores, o legado da secretária é um “fiasco absoluto”, resultado de uma gestão perdida em embates políticos e ineficiência operacional. Para a população cuiabana, o sentimento é de que a saída ocorre de forma melancólica, deixando o sistema de saúde municipal mergulhado em uma crise profunda.

Áudio atribuído à prefeita Flávia Moretti indica que Comissão Processante gerou prejuízo financeiro pessoal e político no caso dos uniformes escolares

Ouça o áudio abaixo. Um áudio que circula em grupos de WhatsApp em Cuiabá e Várzea Grande, atribuído à prefeita Flávia Moretti, traz declarações relacionadas à polêmica envolvendo a aquisição de uniformes e kits escolares no município. Na gravação, a prefeita afirma que o episódio não gerou apenas desgaste político, mas também prejuízo financeiro, ao mencionar que “custou dinheiro” e que o impacto econômico teria sido significativo, associando esse cenário à atuação da Comissão Processante aberta pela Câmara Municipal.
O caso ocorre em meio à atuação da Comissão Processante, presidida pelo vereador Cleyton Nassarden Guerra, o Sardinha (MDB), com relatoria do vereador Carlinhos Figueiredo (Republicanos) e participação do enfermeiro Emerson como membro. O colegiado recomendou que a prefeita determine a exclusão, do Manual de Identidade Visual de Várzea Grande, de qualquer menção a slogan considerado irregular, com o objetivo de evitar questionamentos jurídicos. Nos bastidores políticos, há relatos de que a prefeita estaria sendo alvo de “fogo amigo”, com a circulação de áudios de conversas privadas, sem confirmação oficial sobre os interlocutores, que vêm sendo compartilhados em redes sociais e grupos de WhatsApp. Também chama atenção o contexto na área da educação, com a nomeação da nova secretária Maria Fernanda, irmã do vereador Carlinhos Figueiredo (Republicanos), relator da comissão, e de Dito Loro, ex-secretário de Governo na gestão Kalil Baracat (MDB). Segundo informações de bastidores, a nomeação teria contado com articulação do atual secretário de Governo, Silvio Fidelis. Maria Fernanda possui atuação vinculada ao Instituto Lírios, entidade que recebe apoio por meio de emendas parlamentares.

Com 17 votos, Ilde Taques pode tomar a Câmara e deixar Abílio Brunini refém do Legislativo em Cuiabá

A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá já ganhou contornos de virada política contra o prefeito Abílio Brunini. Nos bastidores, o vereador Ilde Taques avança com um bloco que já contabilizaria cerca de 17 votos, número suficiente para garantir maioria entre os 27 parlamentares e assumir o comando da Casa no próximo biênio. A articulação, construída com habilidade, também amplia a influência do deputado estadual Max Russi na capital, consolidando um novo eixo de poder dentro do Legislativo cuiabano.

Enquanto isso, o prefeito Abílio Brunini enfrenta dificuldades para sustentar sua estratégia. A tentativa de viabilizar nomes como Dilemário Alencar ou manter a atual presidente Paula Calil não ganhou força suficiente, evidenciando fragilidade na condução política junto à base. Caso o cenário se confirme, Abílio corre o risco de terminar sua gestão sob um Legislativo independente, ou até adversário, o que pode travar pautas, dificultar aprovações e transformar os dois últimos anos de mandato em um campo permanente de tensão política.

A Falência do Sistema Prisional


O sistema prisional brasileiro enfrenta uma crise estrutural profunda, marcada pela superlotação crônica, precariedade das condições de custódia e incapacidade de cumprir suas finalidades constitucionais. A chamada ―falência das cadeias‖ não se traduz apenas na ausência de vagas, mas na completa ineficiência do modelo punitivo vigente, que viola direitos fundamentais e compromete a segurança pública.
O Brasil possui uma das maiores populações carcerárias do mundo, com número de presos muito superior à capacidade instalada dos estabelecimentos prisionais. Tal cenário resulta em celas insalubres, ausência de condições mínimas de higiene, falta de assistência médica e alimentar adequada, além de favorecer a proliferação de doenças e a violência interna.
A superlotação decorre, em grande medida, do uso excessivo da prisão preventiva, da morosidade do Judiciário e da política criminal baseada no encarceramento em massa, especialmente para crimes sem violência ou grave ameaça.
A Constituição Federal assegura a dignidade da pessoa humana como fundamento da República, bem como garante aos presos o respeito à integridade física e moral. No entanto, a realidade carcerária brasileira afronta diretamente esses princípios básicos.
O Supremo Tribunal Federal já reconheceu, inclusive, o chamado ―estado de coisas inconstitucional‖ do sistema penitenciário, evidenciando que a violação de direitos não é pontual, mas sistêmica e generalizada.
Como se sabe, a pena privativa de liberdade possui, entre suas finalidades, a ressocialização do apenado. Contudo, diante da precariedade das unidades prisionais, tal objetivo torna-se inalcançável. Ao contrário, o ambiente carcerário muitas vezes fortalece organizações criminosas e contribui para a reincidência delitiva.
A ausência de políticas públicas eficazes de educação, trabalho e reintegração social agrava ainda mais o problema, transformando as prisões em verdadeiras ―escolas do crime‖.
A par dessa situação, o sistema prisional do Estado de Mato Grosso enfrenta um cenário crítico que pode ser definido, sem exageros, como um verdadeiro colapso estrutural. Relatórios recentes coordenados pelo ilustre Desembargador Orlando de Almeida Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, notadamente do GMF, evidenciam uma realidade alarmante marcada pela superlotação, precariedade estrutural e reiteradas violações de direitos fundamentais.
Um dos principais fatores que evidenciam a falência do sistema é o crescimento exponencial da população prisional. Dados recentes apontam que o Estado abriga cerca de 16 mil presos para uma capacidade de aproximadamente 12,9 mil vagas, operando com 23% acima da capacidade .
O próprio Desembargador Orlando Perri classificou o cenário como ―assustador‖, destacando que o aumento da população carcerária em Mato Grosso foi significativamente superior à média nacional, chegando a 66% de crescimento na última década.
Além disso, há um déficit superior a milhares de vagas, agravando ainda mais a crise estrutural. A superlotação resulta diretamente em condições degradantes de encarceramento. Relatórios apontam situações extremas, nas quais presos são obrigados a dormir no chão ou até mesmo em banheiros, ―com a cabeça no vaso‖, devido à ausência de espaço físico adequado.
Inspeções realizadas recentemente em unidades prisionais não só pela atuação efetiva do GMF, assim como pelo extraordinário trabalho desenvolvido pelo Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento a Tortura em Mato Grosso – CEPET- MT na pessoa da combativa Presidente Ana Claudia, juntamente com a OAB-MT, como amicus curiae em demandas judicializadas, revelaram ainda a falta de acesso à saúde básica, alimentação insuficiente, ausência de higiene mínima, denúncias de tortura e uso de agentes químicos e intervalos superiores há 14 horas entre refeições. Esse cenário lamentavelmente viola frontalmente os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da integridade física e moral dos detentos.
Outro dado alarmante é o elevado número de unidades interditadas (superior a 12) ou em iminente risco de interdição. Segundo os levantamentos, diversas cadeias foram fechadas ou interditadas em razão da incapacidade de suportar o número de detentos, enquanto outras operam em situação totalmente imprevisível.
A própria autoridade judicial responsável pelo monitoramento do sistema reconhece a falência do modelo atual. Em manifestações públicas, recentemente com a posse do novo governador Otaviano Pivetta, Orlando Perri afirmou que a superlotação é reflexo direto da falha estrutural do Estado, evidenciando a necessidade urgente de reformulação da política penal.
Nesse contexto, o sistema prisional deixa de cumprir sua função ressocializadora e passa a atuar como mero depósito humano — fenômeno já amplamente criticado no cenário nacional, especialmente no Estado de Mato Grosso.
Diante desse cenário, é possível afirmar que o sistema prisional de Mato Grosso encontra-se em estado de falência estrutural e funcional. A superlotação, aliada à precariedade das condições carcerárias, revela não apenas uma crise administrativa, mas uma grave violação de direitos humanos.
A solução exige mais do que a criação de vagas: demanda políticas públicas eficazes, investimento em penas alternativas, fortalecimento da execução penal e atuação preventiva no sistema socioeducativo. Sem essas medidas, o sistema continuará reproduzindo violência, desigualdade e reincidência, afastando-se cada vez mais de sua finalidade constitucional de ressocialização.
Há uma enorme expectativa de bom tempo para a construção de um Direito Penal de ultima ratio. A época de abertura política inspira a efetivação de direitos sociais, tornando-se mais realista a possibilidade de humanização das penas.
José Ricardo Costa Marques Corbelino – advogado e vice-presidente da Comissão de Direito Penitenciário, Sistema Prisional e Execução Penal da OAB-MT.

Erro ou manipulação? Pesquisa mostra Pivetta na frente e depois atrás — e deixa dúvida: quem lidera, Wellington ou Pivetta?

A comparação entre os dados de intenção de voto espontânea e estimulada divulgados pelo Instituto Veritá para o governo de Mato Grosso revela uma inconsistência estatística relevante que merece cautela na interpretação. Em termos técnicos, é altamente incomum que um candidato apresente desempenho significativamente superior na pesquisa espontânea (35,4%) — onde o eleitor precisa lembrar o nome sem estímulo — e, ao mesmo tempo, registre queda expressiva na estimulada (24,1%), quando lhe é apresentada uma lista de candidatos. Em modelos clássicos de comportamento eleitoral, a tendência esperada é inversa: candidatos mais conhecidos tendem a crescer ou, no mínimo, estabilizar seus percentuais quando estimulados, não recuar de forma tão acentuada.

Do ponto de vista de análise de dados e ciência política, essa inversão sugere possíveis problemas metodológicos, como viés de amostragem, inconsistência no desenho do questionário ou diferenças na forma de coleta entre os cenários. Soma-se a isso uma hipótese ainda mais sensível: falhas no processo de preparação e tabulação dos dados, como eventual inversão de nomes, erro de codificação ou inconsistência no tratamento das respostas, o que pode contaminar o resultado final. Em auditorias estatísticas, esse tipo de distorção é tratado como indício de “quebra de consistência interna”, exigindo revisão completa da base de dados. Boas práticas recomendadas por instituições como o IBGE e padrões internacionais de pesquisa indicam que discrepâncias dessa natureza precisam ser tecnicamente verificadas antes de qualquer interpretação política, sob risco de conclusões distorcidas.

Mauro Mendes leva dois dribles em 48 horas e vê base escorrer, Barbudo repete Garrincha e “faz que foi, não foi e acabou fondo”

Em menos de dois dias fora do comando do governo, o ex-governador Mauro Mendes já acumula duas derrotas políticas que expõem fragilidade na sua articulação. Primeiro, a destituição do diretório regional do PRD, partido que funcionava como abrigo para nomes de menor densidade eleitoral da base governista, provocou um abalo silencioso, mas significativo, ao desmontar uma peça importante do tabuleiro político montado nos últimos anos. Agora, o segundo revés veio de forma ainda mais simbólica e pública.

Após o próprio Mendes anunciar a filiação do deputado federal Nelson Barbudo ao União Brasil, o parlamentar surgiu no dia seguinte ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, confirmando ida ao Podemos e aplicando um drible digno de manual político. A jogada lembrou a célebre frase de Garrincha, “fiz que fui, não fui e acabei fondo”, numa ironia que, desta vez, teve como marcador o próprio ex-governador. O episódio reforça a percepção de perda de controle sobre aliados e sinaliza que, sem a caneta, a autoridade política de Mendes começa a ser testada — e, ao que tudo indica, já está sendo superada em campo aberto.

PL fecha chapas completas para 2026 com Medeiros ao Senado e Wellington Fagundes ao governo, sob apoio de Flávio Bolsonaro

O PL consolidou sua estratégia para as eleições de 2026 em Mato Grosso com a formação de uma chapa completa e competitiva. O deputado federal José Medeiros desponta como candidato ao Senado com o apoio direto do senador Flávio Bolsonaro, enquanto o senador Wellington Fagundes é o nome do partido para a disputa ao governo do Estado, também alinhado ao mesmo campo político. Além das candidaturas majoritárias, o partido estruturou chapas completas para deputado federal e estadual, reforçando sua presença em todas as frentes da disputa.
Apesar do cenário organizado, há registros de atritos internos entre Medeiros e Wellington Fagundes, o que evidencia divergências dentro da própria base. Ainda assim, o partido conseguiu superar as tensões e montar um grupo considerado robusto para enfrentar o embate eleitoral. A avaliação interna é de que, mesmo com ruídos, o PL entra na disputa com musculatura política, liderança nacional e um palanque consolidado para a eleição deste ano.