Deputado bolsonarista André Fernandes é acusado de encenar lixo em Fortaleza para produzir vídeo político

Uma situação controversa envolvendo o deputado federal bolsonarista André Fernandes, filiado ao Partido Liberal, gerou forte repercussão em Fortaleza. Segundo relatos e imagens divulgadas, o parlamentar teria reunido sacos de lixo com capim molhado em frente ao Paço Municipal para simular um cenário de abandono urbano, com o objetivo de gravar um vídeo crítico à limpeza pública da cidade. A atitude levantou questionamentos sobre a veracidade da denúncia apresentada no conteúdo divulgado.

A possível encenação foi interpretada por críticos como uma tentativa de manipulação da opinião pública, colocando em xeque a credibilidade da crítica política feita pelo deputado bolsonarista. Especialistas em comunicação política apontam que esse tipo de estratégia, se confirmado, pode comprometer o debate público e desinformar a população, ao criar artificialmente problemas que não refletem a realidade cotidiana da cidade.

MT-PAR publica balanço financeiro de 2025 com foco em infraestrutura e logística

A MT-PAR, empresa de participações do Estado de Mato Grosso, divulgou seu balanço anual relativo ao exercício de 2025, registrando um patrimônio líquido de R$ 2,3 bilhões. O documento destaca que a principal fatia dos investimentos está concentrada na Concessionária Nova Rota do Oeste, que detém um saldo de R$ 1,55 bilhão, representando 54,82% da carteira da companhia. Além disso, a estatal reportou um lucro líquido de R$ 134,1 milhões no período, impulsionado majoritariamente por ajustes de equivalência patrimonial e valorização de ativos controlados.
No setor de infraestrutura física, o balanço detalha o aporte de R$ 474,5 milhões em obras em andamento no Parque Novo Mato Grosso. Este valor apresentou um crescimento de 173,31% em relação ao ano anterior, consolidando o projeto como o principal ativo imobilizado da empresa. O relatório também registra uma reserva de R$ 350 milhões em adiantamentos para futuro aumento de capital, destinados especificamente à continuidade das operações e melhorias na malha viária sob concessão da Nova Rota do Oeste.
Do ponto de vista operacional, a MT-PAR permanece classificada como uma dependente financeira do Tesouro Estadual para a manutenção de suas atividades e execução de obras. As receitas reconhecidas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) totalizaram R$ 764,7 milhões, oriundas de subvenções econômicas e repasses governamentais. O fluxo de caixa e a destinação de dividendos seguem as diretrizes da Lei n.º 6.404/76, com a retenção de reservas legais e de lucros para garantir o cronograma de investimentos previstos para 2026.

GOLPE NO ICMS: Abílio foi cúmplice de Mauro Mendes na sabotagem financeira de Cuiabá para destruir adversário

Durante sua participação no Popocast, o deputado federal Emanuelzinho subiu o tom ao detalhar a dobradinha entre o atual prefeito Abílio Brunini e o ex-governador Mauro Mendes. Segundo o parlamentar, Abílio atuou como um braço direito e cúmplice na estratégia do Palácio Paiaguás para destruir a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro através do asfixiamento econômico. Movidos pelo interesse comum de atingir um adversário político, ambos teriam sacrificado o orçamento da capital, avalizando a retirada de recursos vitais dos cofres municipais.
Emanuelzinho reforçou que Abílio, agindo como um fiel escudeiro de Mendes, apoiou ativamente a manobra de redistribuição do ICMS que subtraiu milhões de reais de Cuiabá. Para o deputado, essa “parceria do ódio” priorizou a aniquilação política de Pinheiro em vez de defender o direito da população aos serviços básicos. “Abílio foi o cordeirinho que ajudou a tirar o ICMS da capital para prejudicar uma gestão, e agora tenta esconder essa traição com brigas teatrais”, disparou o parlamentar, apontando que o caos atual na saúde e infraestrutura é fruto direto dessa sabotagem planejada.

“Abílio é incompetente e não sabe gerir Cuiabá”, dispara Emanuelzinho no Popocast

A gestão do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, foi alvo de pesadas críticas por parte de Emanuelzinho. O deputado federal classificou o gestor como “extremamente limitado” e “infantil”, afirmando que Abílio sabe apenas editar vídeos para redes sociais, mas falha miseravelmente ao administrar um orçamento de R$ 5 bilhões.
Emanuelzinho acusou o prefeito de ser “cordeirinho” de Mauro Mendes e cúmplice da retirada de recursos do ICMS da capital. Segundo o parlamentar, Abílio agora tenta criar brigas políticas para justificar candidaturas familiares, enquanto a cidade sofre com a falta de gestão e entregas reais na saúde e infraestrutura.

BOMBA NO INSS: Delator Maurício Camisotti é o mesmo que recebeu o ex-governador Mauro Mendes em aniversário de luxo em Resort de SC, fato denunciado na CPMI.

O empresário Maurício Camisotti, apontado pela Polícia Federal como o líder do esquema de fraudes em descontos do INSS, oficializou um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Sem Desconto. O caso ganha forte repercussão política devido aos registros de eventos sociais que Camisotti promovia, como o seu aniversário em um luxuoso resort em Santa Catarina, ocasião em que o ex-governador Mauro Mendes esteve presente entre os convidados, acompanhado de autoridades como Cidinho Santos, conforme noticiado pelo Blog do Popó. Além da proximidade social, o nome de Mendes foi citado em depoimento à CPMI do INSS pelo advogado Eli Cohen — fato também divulgado pelo portal PNBonline —, que detalhou investigações sobre o suporte político de figuras públicas que frequentavam eventos ligados ao grupo empresarial de Camisotti, hoje considerado o chefe da organização criminosa.
A homologação do acordo de colaboração está sob a análise do ministro André Mendonça, do STF, e marca um passo decisivo nas investigações sobre as cobranças indevidas que geraram prejuízos bilionários a aposentados. Em explicações anteriores à imprensa, aliados do ex-governador pontuaram que a participação no evento em Florianópolis ocorreu em um contexto de debate entre líderes e empresários, com despesas custeadas pelo próprio bolso, e o relatório da CPI não incluiu Mendes na lista de pedidos de prisão. Com a delação, Camisotti busca o benefício da prisão domiciliar, enquanto se compromete a entregar todos os envolvidos no escândalo, transformando a presença de autoridades em suas festas de luxo em um dado central para entender a rede de influência da suposta organização.

GUERRA DECLARADA EM VG: “TROGLODITA E CRIMINOSO”; “SE O WANDERLEY PAGAR 10, EU PAGO 20”; OUÇA OS ÁUDIOS QUE EXPLODEM O CALDEIRÃO ENTRE FLÁVIA MORETTI E WANDERLEY CERQUEIRA

O clima político em Várzea Grande atingiu o ponto de ebulição com o vazamento de mais dois áudios bombásticos atribuídos à prefeita Flávia Moretti, que não poupou munição pesada contra o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira. Em um tom de fúria e sem filtros, a mandatária rotula o parlamentar como “troglodita”, “machista” e “criminoso”, escancarando uma ruptura que parece não ter volta. Entre os gritos e desabafos que circulam nos grupos de WhatsApp, um desafio em particular chama a atenção pela agressividade: “Se o Wanderley pagar 10, eu pago 20”, bradou a voz do áudio atribuído à prefeita, em um recado direto que expõe a víscera de uma rivalidade pessoal e política que já transbordou o limite do institucional.
Enquanto o “fogo amigo” faz o serviço de fritura nas redes sociais, a cidade olha com apreensão para o calendário: a eleição para a presidência da Câmara Municipal está marcada para o próximo dia 14 de maio. O caldeirão ferve e o clima esquenta nos corredores do Legislativo, onde a disputa pelo comando da Casa de Leis se torna o pano de fundo de uma guerra de bastidores marcada por traições e gravações clandestinas. A pergunta que não quer calar nas esquinas de Várzea Grande é quem estaria por trás desse vazamento e até onde essa medição de forças vai arrastar a estabilidade política do município.

Jéssica Riva anuncia pré-candidatura a deputada estadual e reforça força familiar na política

A empresária Jéssica Riva, irmã da deputada estadual Janaína Riva, anunciou oficialmente em suas redes sociais que será pré-candidata a deputada estadual nas eleições deste ano. A decisão foi confirmada após o encerramento da janela partidária, etapa considerada estratégica para definição de candidaturas. Em sua publicação, Jéssica destacou que a pré-candidatura vinha sendo cogitada há algum tempo, mas dependia de definições internas e do cenário político.

No comunicado, ela ressaltou que a disputa será desafiadora, diante de uma chapa partidária considerada forte, e pediu apoio direto de eleitores, familiares e lideranças locais. Jéssica também sinalizou disposição para participar de reuniões e ampliar articulações políticas, apostando em uma campanha baseada em proximidade com o eleitor e construção de base. A entrada de mais um nome da família Riva no cenário eleitoral reforça a continuidade da presença política do grupo no estado.

Pedro Taques adita denúncia no TCE e aponta “arquitetura criminosa” em acordo de R$ 308 milhões entre Governo e Oi

O ex-governador de Mato Grosso, José Pedro Taques, protocolou na manhã desta quinta-feira, 9 de abril de 2026, um aditamento explosivo à representação que tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) sob o número 2704684/2026. O documento foi entregue diretamente ao Presidente da Corte, Conselheiro Sérgio Ricardo, que recebeu a denúncia e assinou formalmente o comprovante de recebimento no gabinete da presidência. O novo documento traz provas descritas como “irrefutáveis” de uma suposta “arquitetura aritmético-contábil” desenhada para superfaturar uma dívida pública em benefício da empresa Oi S.A. e de terceiros. 
No aditivo, Taques detalha que o valor da causa original, estipulado pela própria Oi em ação judicial em 2022, era de aproximadamente R$ 301,3 milhões. Entretanto, após a cessão do crédito para um escritório de advocacia, o montante foi “inflado” administrativamente para R$ 583,4 milhões para simular uma falsa economia aos cofres públicos. A denúncia aponta que o acordo final de R$ 308 milhões, celebrado de forma sigilosa e sem publicação no Diário Oficial, serviu para burlar o regime constitucional de precatórios e garantir o pagamento imediato a agentes particulares e fundos ligados a autoridades do Governo Estadual. 
Entre os novos elementos apresentados, destacam-se depoimentos colhidos na Assembleia Legislativa (ALMT), onde o Procurador-Geral do Estado e outros procuradores admitiram que os cálculos milionários foram realizados sem a participação da Coordenadoria de Cálculos da PGE, violando o princípio da segregação de funções. Diante da gravidade dos fatos e da suposta incidência de juros moratórios ilegais, o aditamento reforça o pedido de tutela de urgência para o bloqueio de bens dos envolvidos e a declaração de nulidade absoluta do Termo de Autocomposição.

Raízes do PDT: Ao nomear novas secretárias e comandante da PM, Pivetta prioriza mulheres e pauta LGBTQIA+ em aceno à esquerda que desafia sua “roupagem” bolsonarista

A recente reforma no secretariado de Otaviano Pivetta deixou claro que o governador não consegue esconder o DNA do PDT, partido onde construiu sua trajetória por muitos anos. Ao entregar o comando da Casa Militar, da Segurança Pública e do Comando Geral da PM a mulheres, além de abrir canais de diálogo com a comunidade LGBTQIA+, Pivetta faz um aceno direto a pautas da esquerda. O movimento evidencia que, embora o governador tente se moldar ao figurino bolsonarista por estratégia, ele nunca foi um bolsonarista de fato, mantendo uma essência administrativa que preserva os ideais progressistas de sua origem.
Essa postura expõe a dificuldade de Pivetta em mimetizar o conservadorismo radical. Enquanto o discurso tenta flertar com a direita, a prática de suas nomeações para o núcleo duro do Estado — especialmente na Segurança Pública — rompe com os dogmas da ala mais conservadora. Ao priorizar a representatividade feminina e o acolhimento de minorias, o governador demonstra que não rompeu com suas convicções históricas do PDT.

Queijo vira crime, mas UTI aérea na festa da JBS, R$ 308 milhões nos fundos do Master e R$ 447 milhões na Reag ligada ao PCC seguem “OK” para o MP

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) protocolou, nesta terça-feira (07.04), uma petição criminal no Tribunal de Justiça solicitando autorização para investigar o deputado estadual Gilberto Cattani (PL). A investigação foca na assessora Nathalia Jovelina, que recebeu R$ 1.620,00 em diárias da ALMT para supostamente atuar na feira Show Safra, em Lucas do Rio Verde, mas foi filmada vendendo queijos da família do parlamentar. Cattani classificou o episódio como “narrativa da mídia”, sustentando que a servidora estava em missão oficial no estande da Assembleia e seguiu agenda pelo interior após o evento.

Embora a fiscalização do recurso público seja essencial, a mobilização do aparato judicial por pouco mais de mil reais revela um contraste incômodo com a inércia do MP em casos de maior envergadura. O órgão, que agora demonstra rigor com a venda de queijos, é o mesmo que não viu crime no uso de UTI aérea pelo ex-governador Mauro Mendes e sua esposa, Virgínia Mendes, para a festa da JBS em Goiás, e ignorou os R$ 308 milhões do Banco Master que irrigaram empresas da família do ex-governador, sócios e aliados. Nestes últimos 7 anos e 3 meses de gestão Mauro Mendes, esses são apenas alguns casos escandalosos que o silêncio se repete, como nos R$ 447 milhões destinados ao fundo da gestora Reag — investigada por suspeitas de ligações com o crime organizado (PCC) — para as obras da BR-163.

A seletividade na atuação do MPMT levanta questionamentos sobre a equidade no tratamento de denúncias no estado. Este blog respeita muito a instituição Ministério Público, mas o que assistimos nesses últimos anos, inclusive com promotores virando desembargadores em meio a esse cenário, foi lamentável e fúnebre. Enquanto matérias jornalísticas de sites nacionais e locais mostravam o enriquecimento de diversos personagens do entorno do governo Mauro Mendes sem que o MP se interesse em investigar, o foco punitivo recai sobre uma assessora no interior. O cenário sugere uma política de “dois pesos e duas medidas”, onde o rigor da lei se mostra ágil para casos menores, mas curiosamente lento diante dos verdadeiros escândalos de poder que envolvem o Palácio Paiaguás.