O governador Mauro Mendes chega aos estertores do mandato cercado por desrespeito e isolamento polĂtico. A blindagem que antes o protegia ruiu: primeiro, o deputado Eduardo Bolsonaro o chamou de “bosta”; depois, o presidente estadual do PL disse que o governador “nĂŁo tem princĂpios”; em seguida, o presidente do Sindijus, Rosenwal Rodrigues, o rotulou de “brucutu”. Agora, atĂ© o prefeito AbĂlio Brunini — que raramente Ă© levado a sĂ©rio no meio polĂtico — resolveu devolver as crĂticas, afirmando que “a invasĂŁo do Contorno Leste aconteceu durante o governo Mauro Mendes” e que o Estado foi “omisso em impedir a invasĂŁo”, já que a PolĂcia Militar tinha o dever de agir .
A fala de AbĂlio marca um ponto de virada simbĂłlico: nem os que sempre se curvavam ao poder do Palácio Paiaguás aceitam mais a arrogância do governador. Mendes encerra o mandato como começou — com soberba —, mas agora isolado, com aliados em fuga e inimigos de sobra. O fim de um ciclo que, em vez de consolidar liderança, deixou um rastro de ressentimentos e desafetos.


