O Parque Novo Mato Grosso, apelidado pela população de parque dos bilionários, virou um verdadeiro samba de maluco administrativo. A cada nova publicação no Diário Oficial, surge mais um aditivo de contrato, seja para a “Vila das Nações” artística, o Cable Park ou até a rede elétrica do complexo. Em vez de planejamento sólido, o que se vê é um festival de prorrogações de prazos e revisões de custos, sempre empurrando os cronogramas para frente e alimentando a sensação de improviso e descontrole .
O resultado é que a maior obra de entretenimento e negócios de Mato Grosso, já marcada por polêmicas de exclusividade e ostentação, agora se afunda em uma sucessão de remendos contratuais. Enquanto os prazos escorregam e as cifras incham, o parque que deveria ser símbolo de desenvolvimento e turismo se transforma em sinônimo de “farra de aditivos”, um retrato perfeito da falta de planejamento e da gastança com dinheiro público



