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Ventríloquo do Paiaguás: o empresário Cidinho entra no jogo sucessório, ataca Wellington e atravessa o caminho de Pivetta

Ambição não é sinônimo de trajetória, e influência não equivale a densidade política. O empresário Cidinho Santos, hoje projetado no centro do poder estadual pela proximidade com o governador Mauro Mendes, teve sua única experiência eletiva como prefeito de Nova Marilândia nos anos 1990, quando o município tinha cerca de cinco mil habitantes. Desde então, sua visibilidade pública não veio do voto, mas do trânsito privilegiado em estruturas estratégicas do Estado, como a presidência da Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da BR-163. Nos bastidores políticos, Cidinho é frequentemente visto como uma espécie de ventríloquo informal do Palácio Paiaguás, utilizado para vocalizar recados que o governo prefere não fazer de forma direta — leitura corrente entre atores da política estadual. É nesse contexto que surgem críticas recentes ao senador Wellington Fagundes, cuja trajetória inclui seis mandatos de deputado federal e dois de senador, construída sob escrutínio público permanente e validação eleitoral contínua. Concorde-se ou não com suas posições, trata-se de um currículo político consolidado, incomparável a uma carreira sustentada fora das urnas. Segundo fontes do meio político, o movimento de Cidinho também é interpretado como parte de uma disputa interna: ele é apontado como fator de desgaste à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta ao governo em 2026 e, ao mesmo tempo, como alguém que alimenta a ambição de ser ele próprio o candidato ao Palácio Paiaguás, com o respaldo direto de Mauro Mendes. Por fim, registre-se que parcela relevante da expansão patrimonial do grupo familiar é atribuída à atuação empresarial da empresária Marly Becker — cuja história, empresas e sociedades serão detalhadas oportunamente nesse blog, com o rigor factual que o tema exige.

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