A deputada estadual Janaína Riva entra em 2026 diante da mais arriscada aposta de sua trajetória política. Ao priorizar a candidatura ao Senado, ela coloca em jogo não apenas seu projeto pessoal, mas o próprio protagonismo histórico da família Riva na política de Mato Grosso. Sem conseguir, até o momento, estruturar uma nova força partidária própria, enfrentando dificuldades para montar chapas competitivas no MDB e lidando com resistência dentro do PL — partido que abriga o pré-candidato ao governo, seu sogro — Janaína avança para uma disputa majoritária sem rede de proteção proporcional.
Nos bastidores, circula a possibilidade de lançar a irmã Jéssica Riva como candidata à Assembleia Legislativa para manter a família no parlamento caso a empreitada ao Senado não prospere. A estratégia, porém, encontra resistência entre deputados estaduais aliados, que não demonstram disposição em servir de escada para uma dobradinha familiar. O resultado é uma equação de alto risco: vitória amplia o poder do grupo; derrota reduz seu espaço imediato no tabuleiro político estadual. Em eleição majoritária, não há empate — só sobrevivem os que chegam ao topo.


