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Trechos recém-entregues da BR-163 já apresentam problemas, e engenheiro mostra em vídeo falta de drenagem em obra bilionária

Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo engenheiro civil Allan Marca trouxe novamente à tona a discussão sobre a qualidade das intervenções realizadas na BR-163, em Mato Grosso. Nas imagens, ele aponta falhas no sistema de drenagem em um trecho recém-pavimentado e alerta que a ausência desse componente essencial pode provocar erosão lateral, comprometendo a base e a sub-base do pavimento. Segundo a análise técnica apresentada, o problema não seria pontual, mas estrutural, indicando risco de deterioração precoce do asfalto — justamente em uma obra de grande porte que consumiu recursos bilionários.

A drenagem é considerada elemento básico em engenharia rodoviária, responsável por retirar a água da plataforma e evitar infiltrações que reduzem a vida útil do pavimento. Quando negligenciada, a água se torna o principal agente de degradação, causando recalques, trincas e até afundamentos. O próprio registro mostra tentativas emergenciais de contenção com pedras, medida vista por especialistas como paliativa quando não há solução hidráulica adequada instalada desde o início. Isso levanta dúvidas sobre planejamento, fiscalização e controle de qualidade durante a execução.

Diante do volume de recursos públicos empregados, da relevância logística da BR-163 para o escoamento da produção e do endividamento assumido para viabilizar as obras, cresce a cobrança por transparência técnica e responsabilização contratual. A população espera esclarecimentos objetivos do governo estadual e da concessionária responsável sobre os critérios de execução, os mecanismos de fiscalização e se haverá correções antes que o problema evolua para danos maiores — e mais caros. Em infraestrutura, erro de projeto não é detalhe: é prejuízo que, mais cedo ou mais tarde, recai sobre o contribuinte.

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