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Sorriso em choque: R$ 4,1 milhões para evento de cavalos enquanto saúde e obras agonizam; vereadora detona “farra”

SORRISO (MT) – Em uma sessão marcada pela indignação, a vereadora Professora Silvana Perin (PSDB) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Sorriso para denunciar o que classificou como um “desrespeito ao cidadão”. O alvo da crítica é o Projeto de Lei nº 65/2026, que autoriza o repasse de R$ 4.137.938,00 de recursos públicos para o projeto “Caminhos do Cavalo”. Enquanto o montante milionário é destinado a um evento hípico de apenas 11 dias, a parlamentar apresentou áudios desesperados de moradores que aguardam há mais de um ano por consultas com especialistas, como neurologistas e reumatologistas, expondo o abismo entre as prioridades da gestão municipal e as necessidades básicas da população.
A denúncia ganha contornos ainda mais graves diante do cenário de paralisia na infraestrutura da cidade. Segundo Silvana, Sorriso possui atualmente mais de 15 obras públicas paradas por suposta falta de verba, ao mesmo tempo em que o Executivo articula um empréstimo de R$ 200 milhões para tentar equilibrar as contas. “O dinheiro está saindo diretamente das secretarias de Esporte e Cultura. Vocês imaginam o secretário aceitando tirar isso da pasta deles para um evento de 11 dias?”, questionou a vereadora, ressaltando que o valor seria suficiente para concluir centros de educação infantil (CMEs) e resolver gargalos históricos em bairros como Rota do Sol e Santa Clara.
A parlamentar também alertou para a falta de transparência e o atropelo do rito legislativo. O projeto foi enviado em regime de urgência faltando poucos dias para o evento, que já estava sendo divulgado oficialmente na internet antes mesmo da aprovação dos vereadores. “A certeza da aprovação é tão grande que mandaram o projeto agora, com tudo já pronto. Me pergunto por que a Câmara tem que estar aqui”, desabafou Silvana. Ao votar contra o repasse, ela reforçou que o recurso público deve servir para transformar a vida do povo na ponta, e não para financiar entretenimento de elite enquanto a saúde pública permanece na fila de espera.

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