O caso brutal de violência doméstica envolvendo Carlos Ivan Rastelli de Oliveira — empresário, atual secretário-adjunto da Limpurb e parente do prefeito Abílio Brunini — expôs não apenas a gravidade das agressões sofridas por Glenda Pizzatto, mas também um silêncio ensurdecedor dentro da Câmara Municipal de Cuiabá. Rastelli é acusado de enforcamento, empurrões, desfiguração do rosto da vítima, humilhações e até uso de arma de fogo para intimidação. Diante da gravidade do caso, cresce a cobrança popular para que as oito vereadoras mulheres da capital quebrem o silêncio e se posicionem publicamente contra esse verdadeiro atentado à dignidade feminina.
A ausência de manifestações contundentes por parte de nomes como Samantha do Abílio (PL), Paula Calil (PL), Michele Alencar (União Brasil), Doutora Mara (Podemos), Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Maysa Leão (Republicanos), Katiuscia (PSB) e Maria Avalone (PSDB) tem sido vista por muitos como uma omissão cúmplice. Em um governo que abriga em cargos de confiança homens acusados de espancar mulheres, o silêncio institucional pode ser interpretado como uma forma de proteção — ou, pior, de naturalização da violência contra a mulher.
A sociedade cuiabana quer saber: até quando essas parlamentares — que se apresentam como representantes das mulheres — vão ignorar esse caso? O que está em jogo não é apenas uma denúncia policial, mas a integridade de uma gestão pública que deveria dar exemplo. A presença de um agressor no alto escalão da prefeitura exige, no mínimo, indignação pública e pressão por exoneração imediata. O silêncio agora, além de constrangedor, pode ser perigosamente revelador.


