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“Sem diálogo e sem conhecimento de causa”: presidente da AEDIC reage com dureza a Abílio e alerta para colapso do setor produtivo

A fala do presidente da AEDIC, Domingos Kennedy, durante a reunião que discutiu o aumento de impostos e o fim do incentivo fiscal do ISS no Distrito Industrial, foi um duro contraponto ao discurso do prefeito Abílio Brunini. Kennedy classificou como “triste” e “deselegante” a postura do prefeito ao acusar genericamente o Distrito Industrial de abrigar “empresas fantasmas”, ressaltando que a generalização ignora a realidade de um polo com mais de 400 empresas ativas, responsáveis por cadeias complexas de serviços, logística pesada e indústrias que operam 24 horas por dia. Segundo ele, se há irregularidades pontuais, o caminho é fiscalização específica — não a criminalização coletiva.O presidente da AEDIC foi didático ao expor o desconhecimento técnico da Prefeitura sobre a dinâmica do Distrito Industrial. Questionou a viabilidade de deslocar atividades de licenciamento, logística e operações de alto impacto — como empresas de veículos pesados, metalmecânica, reciclagem, alimentos e esmagamento de soja — para o Centro Histórico, destacando que isso é impraticável do ponto de vista urbano, econômico e operacional. “Você não tem ideia das indústrias que existem aqui”, afirmou, lembrando que o polo concentra investimentos vultosos, gera empregos e sustenta arrecadação contínua, além de pagar ISS de forma regular em diversas empresas citadas nominalmente.Kennedy também alertou para o efeito em cadeia do aumento de tributos e do fim do incentivo do ISS: o custo inevitavelmente será repassado ao consumidor final, atingindo o trabalhador na ponta. Ele cobrou diálogo, respeito e estudo técnico antes de decisões “tomadas de dentro da noite”, e apontou alternativas de gestão e eficiência fiscal — como enxugamento de despesas e ganhos estruturais — antes de penalizar quem produz. O recado foi claro: enfraquecer o setor produtivo não é ajuste fiscal, é miopia administrativa. “Não queremos briga; queremos sentar à mesa e construir solução”, concluiu, ao classificar a fala do prefeito como “adorível demais” e descolada da realidade.

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