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Secretário César Roveri condecora primeira-dama enquanto Mato Grosso vive pior crise de segurança e lidera feminicídios no país

Em um momento em que Mato Grosso enfrenta o que especialistas classificam como uma das piores crises de segurança pública dos últimos anos, a entrega de uma honraria à primeira-dama por parte do secretário de Segurança Pública, coronel César Augusto de Camargo Roveri, levantou questionamentos dentro e fora das forças de segurança. O gesto, ainda que revestido de formalidade institucional, causou estranhamento em um estado que amargou o topo do ranking nacional de feminicídios por dois anos consecutivos e convive com o fortalecimento das facções criminosas em várias regiões.

A condecoração, vista por parte da sociedade como mais um ato de autopromoção de um governo que privilegia símbolos de prestígio em detrimento de resultados concretos, evidencia o descompasso entre o discurso oficial e a realidade nas ruas. Enquanto batalhões sofrem com carências estruturais e comunidades vivem sob o medo, o sistema de segurança parece ter sido reduzido a um palco político — com destaque para figuras ligadas ao núcleo do poder estadual. A homenagem reforça a percepção de que a segurança pública em Mato Grosso, em vez de política de Estado, tornou-se vitrine de relações institucionais e familiares.

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